- Petrobras concluiu a produção e a venda do primeiro lote de SAF com teor de 1% de óleo vegetal certificado Corsia.
- O volume comercializado foi de 3,8 milhões de litros, obtido por coprocessamento na Refinaria Duque de Caxias (Reduc).
- O lote foi vendido para a Vibra, e a operação está alinhada com a Lei do Combustível do Futuro para reduzir emissões da aviação doméstica.
- A partir de 2027, companhias aéreas devem incorporar parte renovável ao querosene para reduzir emissões em pelo menos 1%; decreto regulatório deve detalhar metas e cálculos.
- A Petrobras pretende ampliar a produção de SAF até 2029, com planos de novas unidades em Regap, Replan, RPBC e Boaventura conforme o plano 2026-2030.
A Petrobras informou nesta quarta-feira (17) que finalizou a produção e a venda do primeiro lote de SAF, combustível de aviação sustentável, com teor de 1% de óleo vegetal certificado Corsia. O volume comercializado foi de 3,8 milhões de litros e a operação ocorreu por coprocessamento na Reduc, no Rio de Janeiro. A venda foi realizada para a Vibra.
O SAF em questão utiliza óleo de soja certificado e tem validação Corsia, programa da ICAO para reduzir emissões. A companhia diz que o nível de óleo vegetal está alinhado às metas previstas na Lei do Combustível do Futuro para os primeiros anos.
A transação marca avanço da agenda de descarbonização da aviação brasileira e integra o plano de negócios da Petrobras para ampliar a oferta de SAF até 2029. A iniciativa soma-se a testes em outras refinarias da empresa, com uso atual de coprocessamento.
Marco regulatório e próximos passos
A Agência Nacional de Petróleo deve publicar um decreto para regulamentar o mandato de SAF no Brasil, com regras definidas pela descarbonização e não por percentuais fixos de conteúdo renovável. A norma deve detalhar como calcular as metas.
A Petrobras atuará para rastreabilidade, certificação e equilíbrio de preços do SAF, visando segurança energética. A empresa pretende atender à demanda interna de SAF até 2029, principalmente com coprocessamento em quatro refinarias da região Sudeste.
Atualmente, a capacidade já existe em Reduc (RJ) e Revap (SP), com 1% de conteúdo renovável. A Transição Energética aponta ainda planos para Regap (MG) e Replan (SP) no segundo semestre de 2026, com até 1% e 5% de renováveis, respectivamente.
Após 2029, estão previstos desenvolvimento de unidades dedicadas à produção de SAF, começando pela RPBC (SP) e, posteriormente, pelo complexo Boaventura no RJ e pela Replan, conforme o planejamento de longo prazo.
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