- Grendene lidera o ranking das maiores pagadoras de dividendos da bolsa nos últimos 12 meses, com dividend yield de 31,0%.
- Direcional Engenharia (DIRR3) e Marcopolo (POMO4) aparecem logo atrás entre as maiores remuneradoras aos acionistas.
- Entre as escolhas destaca-se a presença de empresas dos setores de energia e bancos, como Cemig (CMIG4) e Itaúsa (ITSA4).
- Outras empresas listadas incluem Cyrela (CYRE3), Marfrig (MRFG3), Rede D’Or (RDOR3), TIM (TIMS3) e Copel (CPLE3).
- O analista João Zanott ressalta que o dividend yield recente pode ter sido influenciado por distribuições antecipadas e que a continuidade depende de lucros, geração de caixa e nível de endividamento.
A EQI Research aponta que as maiores pagadoras de dividendos da bolsa brasileira nos últimos 12 meses vieram de setores distintos, como consumo, construção, indústria, energia e finanças. Grendene lidera o ranking, seguida por Direcional e Marcopolo. A lista reúne empresas que distribuiram boa parte de seus lucros aos acionistas.
Entre os nomes, aparecem companhias como Cemig, Copel e Itaúsa, que atuam em setores tradicionalmente geradores de caixa. Segundo o estudo, empresas de energia elétrica costumam remunerar mais por terem receitas estáveis e fluxo de caixa previsível. Bancos também aparecem com frequências relevantes.
João Zanott, analista da EQI, explica que setores maduros tendem a sustentar dividendos sem grandes novos investimentos. O recorte considera liquidez média diária acima de 3,5 milhões de reais. Zanott alerta para a volatilidade do indicador de dividend yield, que reflete o passado.
Ele lembra ainda que a aprovação da tributação sobre dividendos alterou prazos de distribuição. Muitas companhias anteciparam pagamentos em 2025, elevando temporariamente o yield. Esses montantes não devem se manter em patamares elevados no futuro.
Além da distribuição, fatores como crescimento de lucros, geração de caixa e endividamento influenciam a continuidade de pagamentos. Rankings ajudam a identificar histórico, mas não substituem análises de fundamentos de cada empresa.
A matéria aponta ainda que o dividend yield não é garantia de rentabilidade futura. A capacidade de manter dividendos depende de ganhos recorrentes e de gestão eficiente de caixa, conforme avaliação da EQI.
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