- A Red Hat avança no middle market da América Latina, com o Brasil como principal motor de crescimento e foco em tornar o país base para rodar modelos e agentes de IA.
- No Brasil, clientes já usam o portfólio completo, do Linux ao OpenShift AI, no mesmo ritmo do resto do mundo, impulsionando a expansão regional.
- A empresa mantém quatro linhas de negócios: Infraestrutura Core (Red Hat Enterprise Linux), Nuvem Híbrida e Conteinerização (OpenShift), Automação de TI (Ansible) e Inteligência Artificial (OpenShift AI).
- Em 2025, a Red Hat faturou US$ 7,3 bilhões, com crescimento de aproximadamente doze por cento ante 2024, sustentado por demanda no Brasil e na região.
- O primeiro trimestre de 2026 foi o melhor desempenho já registrado da operação brasileira, impulsionado pelo OpenShift e pela expansão do middle market, com atuação de parceiros para facilitar adoção de IA.
A Red Hat acelera sua atuação na América Latina, com foco no middle market, para sustentar o crescimento na região. A empresa busca transformar a base instalada em LatAm, especialmente no Brasil, como ponto de apoio para treinamento e implantação de modelos de IA.
Segundo executivos, a região tem registrado crescimento acelerado nos últimos sete anos, com o Brasil liderando a expansão. A estratégia envolve ampliar a presença de produtos de código aberto para clientes de diferentes portes, incluindo médias empresas.
A Red Hat é controlada pela IBM e atua com quatro pilares de negócios que sustentam a infraestrutura moderna: RHEL, OpenShift, Ansible e OpenShift AI. A rota para IA passa pela consolidação do ecossistemaOpenShift como base para modelos e agentes.
Do Pix ao middle market: a corrida na América Latina
A região aparece como impulso importante para a companhia, com o Brasil na dianteira. A Red Hat identifica crescimento de três dígitos em diversos países, impulsionado pela demanda de clientes como Petrobras, Bradesco e Itaú.
David Farrell, vice-presidente sênior para as Américas, aponta que o ritmo de crescimento na LatAm vem se tornando mais rápido e tem sido acompanhado por mais investimentos e aumento de equipes, incluindo parcerias locais.
Sandra Vaz, country manager no Brasil desde 2024, destaca que o Brasil tem dimensão continental e que pequenas e médias empresas mostram interesse crescente em IA para competir. A gestora confirma que o primeiro trimestre de 2026 foi o melhor da história da operação brasileira.
Gilson Magalhães, vice-presidente da Red Hat para a América Latina, ressalta que o crescimento é sustentado pelo OpenShift, pelo RHEL e pelo Ansible, com o OpenShift ganhando importância no portfólio. A estratégia depende de traduzir produtos para o mercado e demonstrar valor na gestão de IA.
A Red Hat afirma que a IA não deve permanecer como caixa preta proprietária, defendendo o open source como forma de manter o controle estratégico das organizações. A empresa enfatiza que a IA é uma ferramenta para ampliar o pensamento humano, não para substituí-lo.
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