- Luis Stuhlberger, fundador e CEO da Verde Asset, afirma que a maior parte dos presidenciáveis não discutirá ajuste fiscal, chamando isso de “estelionato eleitoral”; apenas Renan Santos, do Missão, deve abordar o tema.
- Segundo ele, candidatos como Lula e Flávio Bolsonaro não devem falar sobre ajuste fiscal, o que ele vê como problema para o compras de votos por meio de programas populistas.
- O debate ocorreu durante o evento anual da Verde Asset, em São Paulo, com foco na alta dívida das famílias, juros elevados e necessidade de recursos do mercado.
- Murilo Hidalgo, do Instituto Paraná Pesquisas, discorda, afirmando que a disputa será polarizada entre Lula e Flávio, e que Renan não tem força suficiente para competir.
- Marcos Fantinatti, economista-chefe da Verde, destaca que a despesa pública está acima do previsto, e que o ajuste fiscal não é tema presente nas campanhas.
Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset, afirmou que os presidenciáveis vão evitar discutir o ajuste fiscal durante a campanha, caracterizando o cenário como estelionato eleitoral. Segundo ele, apenas Renan Santos, do partido Missão, tratará do tema.
O comentário foi feito durante o encontro anual da Verde Asset, em São Paulo, na manhã de 17 de junho. O economista destacu que campanhas com promessas de gastos elevam o saldo fiscal e preocupam o mercado.
Visão de Stuhlberger e o ajuste fiscal
Stuhlberger apontou que o governo Lula tem programas que ampliam os gastos públicos, impactando o fiscal do país. Ele disse que a dívida das famílias também cresce com a alta de juros, pressionando a economia.
Indagado sobre quem poderia renovar o debate, o gestor afirmou que Renan Santos seria o único candidato franco sobre o tema, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro não abordariam a questão com rigor.
Perspectivas do mercado e pontos de análise
Murilo Hidalgo, do Instituto Paraná Pesquisas, divergiu, afirmando que a eleição tende a polarizar entre Lula e Flávio. Ele acredita que Renan não teria força suficiente para competir.
Marcos Fantinatti, economista-chefe da Verde, ressaltou a necessidade de uma política fiscal mais firme, que, segundo ele, não se consolidou na gestão atual. A avaliação é de que o ajuste fiscal não estará na pauta principal das campanhas.
A discussão sobre a dívida das famílias e a taxa de juros, que hoje fica próxima de 14,5% ao ano, foi retratada como central no debate. Fantinatti destacou que despesas públicas vêm crescendo acima do previsto pela lei de teto.
Murilo Hidalgo comentou ainda sobre o impacto do escândalo do Banco Master e de Daniel Vorcaro nas pesquisas. Ele avaliou que o episódio pode alterar o desempenho dos candidatos dependendo de novos desdobramentos.
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