- O Banco da Inglaterra deve manter a taxa básica em 3,75% pela quarta reunião consecutiva, conforme especialistas.
- A inflação no Reino Unido ficou em 2,8% no ano até maio, com desaceleração no ritmo de alta dos preços de alimentos.
- Expectativas de aumento de custos com energia, após o choque causado pela guerra entre Irã e EUA, influenciam a pauta, mesmo com avanços de possível acordo de paz.
- A Ofgem anunciou aumento de 13% no teto de tarifas de energia a partir de julho, impactando milhões de famílias.
- Taxas de hipotecas continuam elevadas: dois anos em média a 5,60% e cinco anos em média a 5,57% até junho, refletindo o cenário de energia e incertezas.
O Banco da Inglaterra deve manter a taxa de juros em 3,75% na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (MPC), prevista para ser anunciada às 12:00 BST desta quinta-feira. A manutenção ocorre em meio a tensões no Médio Oriente e à preocupação com a inflação.
Analistas esperam o quarto empate consecutivo na taxa, citando sinais de arrefecimento da inflação. Dados oficiais mostram inflação de 2,8% no ano até maio, com desaceleração do preço de alimentos em 17 meses.
No período, custos com transporte registraram a maior alta, enquanto o aumento de carne, laticínios e verduras recuou. A leitura reforça a visão de que não haverá alta adicional da taxa no próximo anúncio.
O MPC sinalizou, em abril, que a taxa poderia subir neste ano para conter a inflação após o choque de preços de energia relacionado ao conflito no Irã. O salto energético foi visto como fator de pressão, mas avanços em acordos de paz amenizaram temores.
A possibilidade de um acordo entre EUA e Irã também influenciou o cenário. Donald Trump anunciou a assinatura de um acordo de paz, com expectativa de abertura do estreito de Ormuz e normalização de fluxos de petróleo.
A depender do acordo, analistas prevêem menor pressão sobre energia e combustíveis, reduzindo o risco de aceleração inflacionária. Contudo, avaliam que impactos demorarão a aparecer na economia britânica.
O desfecho está ligado a fatores de energia e à resposta de mercados. O preço do petróleo recuou próximo de mínimas desde o início dos conflitos, com previsões de retorno de navios pelo estreito estratégico.
O mercado de habitação acompanha a variação, com aumentos de juros ainda presentes. Em 17 de junho, o rate médio de uma nova hipoteca fixa de 2 anos ficou em 5,60%, ante 4,83% em março, segundo a Moneyfacts.
Para contratos de cinco anos, a taxa média também subiu, chegando a 5,57%, frente 4,95% no mesmo intervalo. O impacto continua a influenciar decisões de famílias e financiamentos.
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