- Neste verão, a família média gastará quase $800 para manter a casa fresca, quase 40% a mais do que em 2020 e 10,5% acima do verão passado.
- Os americanos acumulam mais de $1,2 trilhão em dívida no cartão de crédito; cerca de 60% vivem de salário em salário e uma em cada seis famílias está atrasada na conta de energia.
- A cada ano, interrupções no serviço de utilidades atingem mais de 13 milhões de vezes; quase 40% das famílias de menor renda têm dificuldade para pagar a conta de energia.
- Moody’s estima que a turbulência no mercado de petróleo, nos últimos três meses, custou à família média cerca de $450, agravando orçamento para comida, saúde e energia.
- O cenário tende a piorar com conflito com o Irã elevando os preços da gasolina e demanda crescente de energia das centrais de dados; há críticas à priorização de preços de ações em vez de affordability, e a necessidade de investir em energia mais barata, limpa e estável.
A imprensa aponta um desequilíbrio entre o desempenho do mercado de ações e o custo de vida comum. Enquanto o índice S&P 500 acumula altas, famílias gastam mais para manter a casa funcionando, especialmente com ar-condicionado.
Segundo especialistas, a inflação de bens essenciais, como energia e alimentação, atinge também a classe média. O custo com energia elétrica cresce e afeta quem já vive com orçamento apertado, elevando a possibilidade de inadimplência.
No verão, a estimativa é de que o gasto médio de uma família com refrigeração chegue a quase 800 dólares, quase 40% acima de 2020 e 10,5% superior ao verão anterior. O efeito é sentido no bolso de milhares de famílias.
Dados de endividamento revelam pressão adicional: mais de 1,2 trilhão de dólares em dívidas de cartão de crédito, e cerca de 60% dos adultos vivendo com dinheiro contado para o fim do mês. Um em cada seis lares enfrenta atraso no pagamento de utilidades.
A preocupação se estende ao que acontece com o abastecimento de energia: interrupções de serviço e uso intensivo para enfrentar o calor pressionam famílias de baixa renda e, cada vez mais, também a classe média. A situação alimenta insegurança econômica.
Para além da energia, o cenário é impactado por conflitos internacionais que afetam o preço da gasolina e a demanda por centros de dados, aumentando o peso da conta de energia. A visão de longo prazo aponta para mais custos.
Analistas destacam que recursos existem para enfrentar o problema, mas a priorização é decisiva. Enquanto há investimento em ações e lucros corporativos, muitos ainda enfrentam dificuldades para pagar contas básicas como energia, saúde e alimentação.
Economistas afirmam que a comparação entre performance de mercado e condições de vida cotidiana é crucial. A impressão de prosperidade não corresponde à realidade de milhões de famílias que enfrentam contas que não param de subir.
- Mark Wolfe, economista energético, dirige a National Energy Assistance Directors Association e atua como professor adjunto na George Washington University, contribuindo para estudos sobre pobreza energética.
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