- Em 2025, o investimento global na transição energética atingiu valor recorde, segundo o Fórum Econômico Mundial (WEF).
- Mesmo com esse marco, a transição desacelera e se fragmenta por causa da volatilidade econômica e de conflitos internacionais.
- O estudo aponta fragmentação da transição energética em nível global.
- O Brasil mantém a liderança regional nesse tema.
- O relatório foi divulgado nesta quinta-feira, 18, pelo WEF.
O Fórum Econômico Mundial (WEF) aponta que a transição energética global está mais fragmentada mesmo com investimentos históricos em 2025. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (18) e indica volatilidade econômica e conflitos como elementos que dificultam a coordenação internacional. A avaliação reforça a necessidade de alinhamento entre políticas, financiamento e tecnologia.
Segundo o documento, houve recorde no montante destinado à transição, barrando avanços mais consistentes em várias regiões. A leitura do WEF é de que, embora os recursos tenham aumentado, a implementação permanece desigual, com impactos diferenciados conforme o país ou bloco econômico. O relatório cita fragilidades em cadeia de suprimentos, adoção de tecnologias e custos de transição.
A análise enfatiza que o ritmo da transição depende de fatores políticos, regulatórios e de investimento privado, que nem sempre seguem a mesma velocidade. Conflitos geopolíticos e flutuações macroeconômicas aparecem como impedimentos relevantes para a escalada de projetos de energia limpa, armazenamento e infraestrutura.
Brasil mantém liderança regional
No recorte regional, o estudo aponta que o Brasil permanece como referência na América Latina, mantendo vantagem em investimentos relativos e políticas de apoio. O relatório destaca esforços nacionais para ampliar geração renovável e melhorar a matriz energética, apesar de desafios logísticos e regulatórios.
Além do Brasil, o documento cita avanços em outras economias sul-americanas, que avançam na integração de fontes como solar, eólica e bioenergia. Ainda assim, o WEF ressalta que a fragmentação global persiste, exigindo cooperação internacional mais robusta para reduzir custos e acelerar a transição.
Entre na conversa da comunidade