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Appy afirma que quem é ineficiente e vive da distorção tributária vai fechar

Especialista afirma que a reforma tributária pode eliminar distorções, favorecer eficiência e crescimento; empresas ineficientes podem fechar

Bernard Appy: “Não vai ter ‘n’ fiscalizações correndo em paralelo para a mesma empresa” — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
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  • Bernard Appy, ex-secretário da Reforma Tributária, participou de um evento promovido pelo Fleury Advogados e comentou sobre a reforma tributária e o consumo.
  • Ele afirma que um sistema que perpetua distorções impede o crescimento de empresas eficientes, o que não seria um bom sistema tributário.
  • A reforma ainda não tem regulamento final; há documentos fiscais, eletrônicos e regimes específicos ainda em desenvolvimento.
  • No longo prazo, o especialista vê resultado positivo para o país, com possibilidade de falência de empresas ineficientes, abrindo espaço para concorrência mais eficiente.
  • Appy diz que não haverá várias fiscalizações paralelas para a mesma empresa e orienta as companhias a se posicionarem cedo sobre preços, margens e modelos de negócio.

Bernard Appy, ex-secretário da Reforma Tributária, afirmou que um sistema que sustenta a ineficiência impede o crescimento de empresas eficientes. A proposta de reforma tributária tem como alvo a distorção do atual regime de impostos.

Durante um evento promovido pelo Fleury Advogados, Appy destacou que, mesmo com a versão final ainda em construção, as empresas devem medir impactos da mudança estrutural na tributação. O foco é planejar preços, margens e modelo de negócios.

Para o longo prazo, o ex-secretário vê ganhos para o país, ainda que algumas companhias possam fechar. Segundo ele, modelos baseados exclusivamente em benefícios fiscais tendem a perder espaço, abrindo espaço para empresas mais eficientes.

Appy afirmou que a reforma tende a reduzir distorções, permitindo que negócios eficientes cresçam. Ele ressaltou que mudanças não devem levar a uma fiscalização paralela para a mesma empresa, garantindo maior clareza regulatória.

Ele explicou que a ideia é evitar que o sistema atual premie a ineficiência e imponha barreiras a quem produz de forma eficaz. O objetivo é uma estrutura tributária mais estável e previsível para o ambiente de negócios.

A discussão sobre a reforma acompanha a ansiedade do setor, com avanços ainda sendo estruturados em termos de regulamentação, regimes específicos e documentação fiscal eletrônica.

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