- O Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros em 3,75% nesta quinta-feira, após continuidade desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã.
- A votação ficou em sete a dois pela manutenção, com Megan Greene defendendo aumento de 0,25 ponto percentual, mas a maioria permaneceu na manutenção.
- O banco segue com a ideia de “manutenção ativa”, considerado um aperto monetário efetivo diante da incerteza sobre a inflação.
- A inflação deve ficar acima de 3,25% no último trimestre deste ano; a leitura de maio foi de 2,8%, e o crescimento é visto em 0,2% por trimestre.
- Antes da decisão houve uma trégua provisória no Oriente Médio que pode reduzir o petróleo, mas o BoE afirma que ainda é cedo para dizer que a inflação passou.
O Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros em 3,75% nesta quinta-feira, mantendo a linha de atuação desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã. A decisão busca conter incertezas sobre a intensidade das pressões inflacionárias sem agravar a atividade econômica.
O Comitê de Política Monetária votou 7 a 2 pela manutenção, em linha com as expectativas do mercado. Um integrante, Megan Greene, defendeu ajuste de 0,25 ponto percentual, mas a maioria permaneceu com a manutenção ativa, segundo o banco.
O presidente Andrew Bailey descreveu a postura como uma política de aperto monetário efetivo, diferente do que o mercado esperava em cortes. A decisão contrasta com o BCE e o BOJ, que elevaram taxas recentemente, e com o Federal Reserve, que sinalizou novas altas ainda este ano.
Contexto e cenário
Antes da decisão, houve uma trégua provisória entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir o preço do petróleo. Ainda assim, o BoE alertou que é cedo para afastar a ameaça inflacionária. Em comunicado, Bailey destacou que tarifas de energia elevadas continuam pressionando os preços.
A instituição projetou inflação acima de 3,25% no último trimestre deste ano, contra 2,8% em maio. A previsão de crescimento aponta para uma expansão de 0,2% no trimestre, levemente acima do esperado, impulsionada por uma recuperação modesta.
Pill e Greene argumentaram que o aperto é necessário para ancorar as expectativas de inflação. O relatório aponta que a inflação tem ficado acima da meta de 2% nos últimos anos, influenciada por choques desde a pandemia e pela invasão da Ucrânia.
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