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Banco da Inglaterra usa teoria de Maradona para evitar aumentos dolorosos

Banco da Inglaterra mantém juros de forma ativa para apertar condições financeiras sem comprometer o crescimento, inspirado na "teoria Maradona"

Bank of England Governor Andrew Bailey
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  • O Banco da Inglaterra, com o governador Andrew Bailey, busca manter a inflação pressionada de forma a não frear o crescimento e os empregos diante da volatilidade no petróleo.
  • A estratégia envolve manter a taxa de juros de modo que o mercado aperte as condições financeiras, reduzindo a necessidade de ação direta do banco.
  • Bailey descreve essa ideia como uma “retenção ativa” da taxa de juros, para que o aperto venha pelo mercado.
  • O ex-governador Mervyn King, que apoia o apelido da tática, chamou de “teoria Maradona” a manobra de enganar o adversário para favorecer a política monetária.
  • A abordagem procura orientar a política monetária pelo comportamento do mercado, mantendo o controle da inflação sem comprometer crescimento e empregos.

O Bank of England encara a volatilidade no mercado de petróleo buscando manter a inflação sob controle sem prejudicar o crescimento e o emprego. O governador Andrew Bailey e colegas avaliam caminhos de política monetária cautelosos.

Eles discutem um chamado “permanecer inativo com efeito ativo”, o que significa manter a taxa estável de modo a sinalizar ao mercado condições mais rígidas sem que o banco precise agir diretamente. O objetivo é inibir pressões inflacionárias.

A ideia possui um marco histórico. O ex-presidente do BoE, Mervyn King, que era torcedor do Aston Villa, associou o conceito à “teoria Maradona” de juros, referindo-se a um recuo estratégico para desequilibrar o adversário sem movimentos bruscos.

A estratégia busca evitar choques adicionais à atividade econômica, preservando empregos e investimentos diante da oscilação do petróleo. As decisões dependem de dados de inflação, crescimento e do cenário externo, segundo fontes da instituição.

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