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BH reúne grandes mineradoras para debater IA e expansão de negócios

Road Show Negócios em Expansão chega a Belo Horizonte, reunindo gigantes mineiras para debater IA, expansão e estratégia de longo prazo

Lucas Amorim (EXAME), Mônica Hauck (Sólides) Rodrigo Tavares (Localiza) e Raphael Lafetá (MRV): ambição, fracasso e visão de longo prazo no bate-papo sobre futuro dos negócios (Eduardo Frazão/Exame)
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  • Belo Horizonte sediou a primeira edição do Road Show Negócios em Expansão, reuniu gigantes mineiras e empresas em expansão para discutir o futuro da IA nos negócios.
  • Minas Gerais abre cerca de 1,4 mil empresas por dia; BH registrou 31.362 aberturas em 2025, segundo a Junta Comercial.
  • Painéis mostram como empresas como Localiza, MRV e Hotmart cresceram a partir de bases fortes, com foco em ambição, execução e visão de longo prazo.
  • Masterclass de Erik Nybo destacou que apenas uma parcela dos agentes de IA gerados internamente entrega valor real; importância de governança e de ter uma fonte única da verdade.
  • Varejo e atendimento ao cliente são temas centrais, com destaque para capacitação, acesso a crédito e segurança, além da teoria de que tecnologia não substitui execução, cultura e foco no cliente.

Em Belo Horizonte, a EXAME promoveu a primeira edição do Road Show Negócios em Expansão na capital mineira, reunindo empresas já grandes e outras em ascensão para debater o futuro da inteligência artificial e o impacto nos negócios. O evento ocorre no contexto do ranking Negócios em Expansão, maior anuário de empreendedorismo do país.

MINAS GERAIS é destaque na formalização de negócios: o estado abre cerca de 1,4 mil empresas por dia, segundo Sebrae Minas com dados da Receita Federal. Em BH, foram 31.362 aberturas em 2025, conforme a Junta Comercial, cenário que sustenta a discussão sobre o ecossistema mineiro de gigantes e promessas.

O encontro reuniu nomes como Localiza, MRV, Hotmart, Sólides, Drogaria Araujo e Supermercados BH, além de referências locais do varejo e do setor de tecnologia. A proposta foi aproximar o que já chegou ao topo do que ainda busca escalar, com foco na IA como tema comum.

O workshop inicial contou com Erik Nybo, da Bits, que destacou a necessidade de redesenhar processos antes de implantar IA e apontou que apenas uma pequena parcela de agentes internos gera valor real. Foram discutidas governança de dados, responsabilidade e a ideia de uma única fonte da verdade para orientar as respostas da IA.

Na sequência, o painel sobre relação com o cliente contou com João Pedro Resende, da Hotmart, e Roberto Oliveira, da Blip, discutindo modelos híbridos de automação e experiência do usuário. A recomendação prática foi iniciar com atendimento humano, aprender com ele e automatizar onde fizer sentido.

O debate sobre marca pessoal teve a participação de Leo Cirino, da EXAME, que ressaltou a relevância de redes sociais para negócios, com cerca de 20 milhões de criadores no Brasil. Gabi Salles, especialista em execução digital, destacou a mensuração de resultados e a construção de uma esteira de produtos a partir do público alcançado.

No painel de potências mineiras, Mônica Hauck (Solides), Rodrigo Tavares (Localiza) e Raphael Lafetá (MRV) falaram de ambição, fracasso e visão de longo prazo. Hauck relatou como a primeira empresa foi refeita após erros, hoje com uma base de clientes superior a 50 mil. Tavares traçou o caminho de crescimento da Localiza a partir da cultura de ação, enquanto Lafetá enfatizou a necessidade de alinhamento entre execução e estratégia no setor de construção.

O recado ao varejo veio com Marcelo de Souza e Silva, da CDL Belo Horizonte e do Sebrae Minas. Ele destacou a importância de capacitação, acesso a crédito e segurança, defendendo que a tecnologia pode aumentar produtividade quando bem implementada. Programas de liberdade econômica têm ganho escala em parceria com o governo estadual.

Ao longo do dia, a mensagem comum foi clara: tecnologia não substitui execução, cultura ou foco no cliente. As empresas presentes, já estabelecidas ou em expansão, enfatizaram que a vantagem competitiva vem de ambição aliada a disciplina operacional, especialmente em um 2026 marcado por incertezas.

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