- Bradesco BBI reitera recomendação de compra para JHSF, com preço-alvo de R$ 15 (upside de ~42%); o novo modelo incorpora venda de R$ 5,2 bilhões em imóveis para o fundo JCDI11.
- R$ 12 do preço-alvo vêm dos negócios de renda recorrente (shoppings, hotéis Fasano, aeroporto Catarina); R$ 3 vêm do landbank de R$ 30 bilhões; cotas subordinadas do JCDI11 ficam sem valor diante de custos de construção de ~R$ 1,2 bilhão.
- A ação está perto de R$ 10,46, após alta expressiva no último ano; ainda assim, cai 0,8% hoje frente ao recuo do Ibovespa.
- Valuation: a JHSF aparece a 8x FFO estimado para 2027 (7,3x sem dividendos) e 0,4x PEG, em linha com médias de operadoras de shoppings; NAV com desconto de cerca de 46%.
- Projeções do Bradesco apontam expansão forte dos negócios de renda até fim de 2028, com EBITDA ~CAGR de 25% entre 2026 e 2028 e AFFO de ~CAGR de 32%, atingindo R$ 1,2 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.
O Bradesco BBI elevou a cobertura da JHSF, mantendo recomendação de compra e indicando preço-alvo de 15 reais. O aumento representa um upside de cerca de 42% em relação ao preço atual, impulsionado pela venda de 5,2 bilhões de reais em imóveis para um fundo imobiliário.
O relatório aponta que 12 reais do valor-alvo vêm dos negócios de renda recorrente da JHSF, como shoppings, hotéis Fasano e o aeroporto Catarina. Outros 3 reais derivam do landbank de 30 bilhões, enquanto zero é atribuído às cotas subordinadas no JCDI11, por considerar que custos de construção de aproximadamente 1,2 bilhão ainda pesam sobre o cenário.
Destaques e métricas
O preço-alvo anterior era de 10,60 reais. A ação é negociada em torno de 10,46 reais, com valorização expressiva nos 12 meses, e cai 0,8% no dia de queda do Ibovespa. O Bradesco ressalta que a transação isolou parte dos riscos do negócio residencial pelos próximos 4 a 6 anos, aumentando a visibilidade de curto prazo.
A casa de análise sustenta que a JHSF tende a ser vista cada vez mais como proprietária e operadora de ativos geradores de renda — incluindo shoppings, hospitalidade, aeroporto, locações e clubes — em vez de apenas uma incorporadora. A avaliação indica que a geração de caixa deve convergir para padrões de plataformaslogísticas e de imóveis.
Projeções e avaliação
Segundo o Bradesco, a JHSF negocia a 8x o FFO esperado para 2027, ou 7,3x excluindo dividendos, e a 0,4x PEG, em linha com a média de operadoras de shoppings. A empresa apresenta desconto em relação ao NAV, com TIR real de 12,5% e dividend yield próximo de 7%.
A instituição prevê expansão robusta de renda recorrente até o fim de 2028, com quase dobrada a área e a escala em shoppings, locação residencial, aeroporto e hotéis Fasano. O EBITDA deve crescer cerca de 25% ao ano entre 2026 e 2028, atingindo 1,2 bilhão em 2028, com AFFO de 1,1 bilhão, crescimento de ~32%.
Venda para o JCDI11
A venda de 5,2 bilhões de reais para o fundo JCDI11, concluída em dezembro, gerou caixa de 3,9 bilhões e zerou a dívida líquida da JHSF. O Bradesco entende que o impacto no valuation futuro é limitado, pois os custos de conclusão dos ativos vendidos são próximos de 1,2 bilhão e compensam as cotas subordinadas mantidas.
O relatório cita que, conforme o ritmo de vendas e a taxa CDI, o valor das cotas pode oscilar, mas o cenário-base indica magnitudes semelhantes entre ativos e passivos. A avaliação mantém a visão de que ativos de renda da JHSF sustentam o valuation.
Dados de referência
A JHSF está avaliada pela bolsa em aproximadamente 7,15 bilhões de reais. O Bradesco projeta crescimento relevante na área de renda recorrente e confirma a posição da companhia como uma plataforma de ativos geradores de caixa, com foco em eficiência operacional e visibilidade de resultados.
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