- Uruguai (71,8), Panamá (71,5) e Costa Rica (70,2) figuram entre os destinos mais atraentes para milionários em 2026, segundo a Henley & Partners, com base no índice de competitividade em mobilidade de riqueza.
- A América Latina ganha importância para realocação de patrimônio, com 86 solicitações de 86 nacionalidades em 47 programas de imigração por investimento nos primeiros cinco meses de 2026.
- Uruguai se destaca pela estabilidade política, instituições sólidas e regime tributário favorável; Panamá mantém atratividade pelo sistema tributário territorial e economia dolarizada; Costa Rica é valorizada pela qualidade de vida e neutralidade.
- Globalmente, Cingapura lidera a lista (79,5), seguido pela Nova Zelândia (75,8); outros países com bom desempenho incluem Ilhas Cayman, Chipre, Países Baixos, Portugal, Itália e Bermudas.
- Brasil aparece entre as jurisdições sob pressão (64,2), em um grupo de países com desafios persistentes na mobilidade de riqueza, segundo o relatório.
Milionários e famílias de alta renda estão diversificando residência e patrimônio entre várias jurisdições, destaque para Uruguai, Panamá e Costa Rica na América Latina. O movimento é impulsionado pela estabilidade institucional, regimes fiscais e programas de residência, segundo Henley & Partners.
O Uruguai aparece com 71,8 pontos no índice de competitividade em mobilidade de riqueza, ocupando a 9ª posição global. A consultoria aponta estabilidade política, instituições sólidas e regras tributárias atrativas para novos residentes.
O Panamá registra 71,5 pontos, na 11ª posição mundial, mantendo-se como destino relevante pela tributação territorial, economia dolarizada e vias de residência já estabelecidas. Costa Rica fica em 15º global, com 70,2 pontos, pela estabilidade e qualidade de vida.
Panorama regional
Globalmente, Cingapura lidera com 79,5 pontos e Nova Zelândia fica logo atrás, com 75,8. Ilhas Cayman, Chipre, Países Baixos, Portugal e Itália também aparecem entre as jurisdições com boa performance para migrantes de alto patrimônio.
Entre as jurisdições sob pressão, a Henley cita Alemanha, Noruega, Reino Unido, Coreia do Sul e França, apontando quedas relativas na atratividade para riqueza internacional.
No relatório de 2026, o Brasil figura entre as jurisdições com desafios estruturais na mobilidade de riqueza, com 64,2 pontos. Estados Unidos continuam como maior mercado de riqueza privada, ainda que com 62,3 pontos.
Dados do estudo
O levantamento mostra que em 2026 pessoas com alto patrimônio organizam suas vidas em várias jurisdições, e não de forma única. Nos primeiros cinco meses, 2026, foram registradas 86 solicitações de 86 nacionalidades em 47 programas de imigração por investimento.
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