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Confronto no deserto: cidade pequena enfrenta novo rush de ouro na Califórnia

BLM aprova Mojave Project em Lone Pine, impulsionando nova corrida ao ouro e ampliando o choque entre comunidade local, lideranças indígenas e ambientalistas

Jeremiah Joseph and his nephews, Devon and Seth, look for Joshua tree seeds in the Inyo Mountains.
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  • Em 8 de abril, o Bureau of Land Management aprovou, com medidas de proteção, o Mojave Project da Mojave Precious Metals (empresa filha da K2 Gold) em Conglomerate Mesa, perto de Lone Pine.
  • As operações incluem construção de plataformas de perfuração e uso de helicópteros para levar equipamentos aos locais de sondagem.
  • Indigenous líderes e ambientalistas veem o projeto como um risco para a terra sagrada e habitats de espécies ameaçadas na região.
  • A BLM aponta impactos socioeconômicos locally limitados: seriam poucos empregos diretos na cidade, com necessidades de mão de obra externa.
  • Para os moradores, o embate entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental persiste, com parte da população esperando que nada seja encontrado para impedir o conflito.

Lone Pine, cidade de pouco menos de 2 mil habitantes, tornou-se cenário de um debate sobre mineração no deserto. A Mojave Precious Metals, controlada pela canadense K2 Gold, recebeu a aprovação final do Bureau of Land Management (BLM) para explorar o Mojave Project, na Conglomerate Mesa, a 15 milhas da cidade. A decisão ocorreu em 8 de abril.

A área, de cerca de 6 mil hectares, abrange uma região montanhosa no deserto, com pinhões e plantas endêmicas. A empresa já iniciou a instalação de plataformas de perfuração e o transporte de equipamentos por helicóptero desde o aeroporto de Lone Pine. A autorização prevê 22 sondagens e limites quanto ao uso de água.

A aprovação do BLM ocorre em meio a críticas e apoio na comunidade local. Líderes indígenas da Paiute Shoshone alertam para impactos culturais e ambientais, enquanto comerciantes locais veem potencial fortalecimento econômico. A aprovação destaca salvaguardas ambientais e consultas com tribos.

Contexto e aprovação

De acordo com o BLM, o Mojave Project traz regras rígidas para reduzir impactos: sem trânsito de caminhões, número limitado de perfurações e menor consumo de água em comparação com o pedido inicial. A agência afirmou ter ocorrido análise ambiental, participação pública e consultas com governos tribais.

A defesa do projeto sustenta que a mineração pode gerar empregos locais e dinamizar a economia de Lone Pine, com pouca contratação de mão de obra externa, afirma o relatório do BLM. Estima-se que a equipe local envolva poucas pessoas ao longo de 10 meses.

Reação da comunidade indígena

Líderes da comunidade Paiute Shoshone destacam que Conglomerate Mesa é sagrado e abriga espécies vulneráveis, como a Inyo Rock Daisy, além de servir como refúgio climático para a Joshua tree. Monitores tribais acompanham as obras para evitar danos a sítios culturais.

Esther Fillingame, monitora da tribo, enfatiza que a luta não é apenas econômica, mas pela proteção de lugares históricos. Em visitas aos locais, os monitores identificam artefatos e preservam pontos de interesse cultural ao redor dos locais de perfuração.

Perspectivas locais

O debate na cidade permanece dividido. Parte dos comerciantes vê na atividade mineradora uma possibilidade de revitalizar negócios locais, enquanto moradores e ambientalistas lembram os riscos de danos ambientais a longo prazo. A situação permanece sob vigilância enquanto a perfuração avança.

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