- Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto: de 14,50% para 14,25% ao ano.
- Confederação Nacional da Indústria e outras entidades consideram o corte insuficiente para reverter a estagnação dos investimentos.
- A economista Carla Beni afirmou que a medida não alivia as dificuldades do setor produtivo.
- Ela aponta que, após a pandemia, o cenário ficou mais complexo por fatores como guerra e incertezas globais, elevando custos e inflação.
- O Brasil segue com alta taxa real de juros e endividamento elevado de empresas e pessoas físicas, o que complica o estímulo aos investimentos.
A Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,50% ao ano para 14,25%. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (17). Entidades do setor produtivo, incluindo a Confederação Nacional da Indústria, avaliam que o recuo é insuficiente para reverter o cenário de estagnação de investimentos no país.
A reação de especialistas foi apresentada nesta quinta-feira (18) durante o programa Conexão Record News. A economista Carla Beni, conselheira do Corecon de São Paulo e professora da FGV, concorda que o corte não deve aliviar suficientemente as dificuldades do setor produtivo. Internamente, ela aponta que eventos globais recentes aumentaram a complexidade econômica desde o fim da pandemia.
Segundo Beni, o Brasil enfrenta endividamento elevado tanto de empresas quanto de consumidores. Ela afirma que a combinação de juros reais elevados, metas de inflação conservadoras e efeitos da recuperação econômica pós-pandemia contribui para a persistente pressão sobre investimentos. A economista destaca que o país mantém a maior taxa real de juros entre várias economias, o que reforça a percepção de rigidez no ambiente de financiamento.
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