- Cuba aprovou reformas econômicas em resposta à pressão dos Estados Unidos, incluindo a abertura de novos atores no setor de turismo e estímulo ao setor privado.
- O plano prevê descentralização de decisões e maior autonomia para empresas estatais e municípios, além de incentivar investimentos diretos de cubanos no exterior.
- O Comitê Central do Partido Comunista negou desvio do projeto socialista e afirmou que Raúl Castro aprovou as propostas.
- Raúl Castro participou por videoconferência e, em carta lida durante a sessão, apoiou as reformas como benéficas para a Revolução.
- A medida ocorre em meio a apagões, escassez de energia e protestos esparsos; a próxima etapa é a aprovação na Assembleia Nacional nesta quinta-feira.
Cuba aprovou reformas econômicas em meio à pressão dos Estados Unidos, apresentadas pelo governo como resposta à “guerra econômica” dos EUA. As medidas incluem a participação de cubanos exilados em investimentos e a abertura de novos setores da economia.
O anúncio foi feito pelo presidente Miguel Díaz-Canel perto do fim da semana passada, em uma aparição na mídia estatal. As propostas prometem ampliar o setor privado e reativar áreas como imobiliário, agricultura e comércio exterior.
A estratégia aponta para maior autonomia de empresas estatais e de governos locais, com descentralização de decisões. Também pretende incentivar investimentos diretos de cubanos no exterior, especialmente de residentes no exterior.
Contexto e objetivos
O Partido Comunista (PCC) destacou que as mudanças não representam desvio do projeto socialista. Em nota, o PCC afirmou que Raúl Castro, consultado por videoconferência, aprovou as propostas.
A chefe do departamento ideológico reforçou que as reformas surgem da necessidade de enfrentar a pressão econômica externa e de responder a perdas de energia e recursos. O partido classificou as mudanças como criativas e revolucionárias.
A medida surge ainda em meio a apagões frequentes e a escassez de combustível, que afetam agricultura e indústria. A narrativa oficial sustenta que as reformas buscam proteger a Revolução e manter a estabilidade.
Próximos passos
A tramitação envolve a Assembleia Nacional do Poder Popular (ANPP), com sessão marcada para esta quinta-feira. A ANPP deverá aprovar as reformas para que entrem em vigor.
Analistas destacam que as propostas dependem de como serão implementadas, dada a atual dificuldade de financiamento e a dependência do petróleo externo. A tensão com Washington permanece como pano de fundo.
As reformas também dependem de adesão de setores públicos e privados, bem como de ajustes regulatórios para atrair investimentos. A narrativa estatal sustenta que as mudanças promovem desenvolvimento sustentável.
Fontes citadas são AFP e EFE.
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