- O primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz apresentou ao Parlamento um conjunto de medidas para ampliar a abertura econômica de Cuba, com apoio do Partido Comunista e de Raúl Castro, em meio a pressão dos EUA.
- As propostas preveem abertura ao desenvolvimento imobiliário privado, transformação de estatais em empreendimentos com participação acionária e entrada de bancos privados no setor financeiro.
- Segundo relatos, os municípios ganhariam autonomia para aprovar empresas, conduzir comércio exterior e gerenciar receitas em moeda estrangeira, além da redução do número de ministérios.
- Cerca de 2 mil empresas estatais teriam menos restrições para definir salários, usar lucros, importar/exportar e firmar parcerias com privados e cooperativas.
- O governo também pretende ampliar investimentos estrangeiros, acelerar a criação de PMEs, reduzir subsídios a preços de mercado e ampliar o acesso de agricultores a insumos, câmbio e investimentos no agronegócio, em meio a uma crise econômica e energética.
O primeiro-ministro de Cuba, Manuel Marrero Cruz, apresentou ao Parlamento um pacote de medidas para uma abertura econômica ampla, apoiadas pelo Partido Comunista e por Raúl Castro. A iniciativa ocorre em meio à pressão de sanções dos EUA.
As propostas preveem abrir o mercado imobiliário privado, transformar empresas estatais em empreendimentos com participação acionária e permitir a entrada de bancos privados, conforme a imprensa internacional.
Relatórios da Reuters destacam que o plano gera uma descentralização importante e pode reduzir o papel do Estado. Municípios ganhariam autonomia para aprovar empresas e conduzir comércio exterior.
As cerca de 2 mil estatais teriam mais liberdade para definir salários, usar lucros, importar, exportar e firmar parcerias com privados e cooperativas.
No comércio exterior, empresas privadas não precisariam mais da intermediação estatal para importação e exportação. O governo aceleraria a aprovação de PMEs e ampliaria investimentos estrangeiros.
Cubanos residentes dentro e fora do país poderiam investir na economia, fortalecendo setores estratégicos, inclusive o agropecuário, com acesso a insumos, câmbio e investimento externo.
As medidas ainda preveem a redução gradual de subsídios, incluindo para alimentos, com venda a preços de mercado, além de ampliar o acesso de agricultores a insumos e ao mercado de câmbio.
Contexto e objetivos aparecem em meio a uma crise econômica e energética que persiste desde a pandemia de Covid-19, com impactos no turismo, principal atividade econômica da ilha.
A queda de energia e as dificuldades fiscais agravam o cenário, que se agrava com o isolamento internacional e as sanções dos EUA, que visam pressionar mudanças políticas em Cuba.
Desdobramentos recentes incluem tensões com Washington, como o aumento do bloqueio naval e restrições a importação de petróleo, aprofundando a necessidade de reformas econômicas.
Observação: autoridades dos EUA também elevaram o escrutínio sobre Raúl Castro, com indícios de ações legais envolvendo o ex-líder, em contexto relacionado aos anos 1990.
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