- O primeiro-ministro Manuel Marrero apresentou a parlamentares um conjunto de 175 medidas para privatizar parte da economia cubana e avançar rumo a uma economia de mercado.
- As propostas incluem privatização de imóveis para desenvolvimento privado, transformação de empresas estatais em empreendimentos privados com ações e participação de investidores, além da entrada de bancos privados no sistema financeiro.
- As medidas também visam reduzir a burocracia para empresas privadas e para empreendedores na ilha.
- O presidente Miguel Díaz-Canel disse que as medidas são urgentes diante das sanções dos Estados Unidos; Raúl Castro apoiou publicamente as propostas.
- A proposta precisa passar pela Assembleia Nacional, que costuma votar de forma unânime; as propostas já estavam em discussão há meses.
O primeiro-ministro de Cuba apresentou nesta quinta-feira, 10 de junho de 2026, ao parlamento um pacote de 175 medidas para reformar o modelo econômico socialista. A proposta visa privatizações, abertura do setor imobiliário e entrada de bancos privados, sob pressão de sanções dos Estados Unidos. O objetivo é ampliar a oferta de bens e reduzir burocracias.
As propostas foram apoiadas pelo Partido Comunista e pelo ex-líder Raúl Castro, cuja posição foi comunicada ao Politburo por meio de uma carta. O governo sustenta que as mudanças representam a maior transformação desde a revolução de 1959, buscando equilíbrio entre raízes socialistas e novas práticas econômicas.
Detalhes das medidas e contexto
O plano apresentado por Manuel Marrero propõe transformar empresas estatais em empreendimentos privados com participação acionária e facilitar o investimento privado no setor imobiliário. Também prevê a entrada de bancos privados no sistema financeiro. A finalidade é estimular produção e reduzir restrições à economia.
Díaz-Canel afirmou ao Politburo que as medidas são urgentes para enfrentar sanções que, segundo o governo, dificultam o abastecimento e a atividade econômica. O discurso enfatizou a necessidade de liberar produção para aumentar a oferta.
Próximos passos e votação
A lista de 175 medidas ainda depende de aprovação da Assembleia Nacional. O formato de votação segue o padrão do sistema de partido único, com decisões tradicionalmente tomadas por unanimidade entre os membros do governo. O desfecho depende do apoio consolidado ao pacote.
O documento surge em meio a críticas internas e à pressão externa, com o governo destacando que as medidas preservam o essencial do modelo socialista. Economistas acompanham com atenção a potencial mudança da regulação e do papel do Estado na economia cubana.
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