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Cuba restringe transporte público entre províncias por gasolina escassa

Com escassez de combustível, Cuba restringe transportes interprovinciais; governo apresenta reformas para abrir a economia e mitigar impactos sociais

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel (KARIM SAHIB/AFP)
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  • O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que a economia cubana precisa de mudanças urgentes para enfrentar a crise, após o Partido Comunista aprovar um pacote de reformas para ampliar a abertura econômica.
  • A Assembleia Nacional do Poder Popular aprovou as medidas, buscando seguir modelos de China e Vietnã para transformar a economia.
  • A crise de combustíveis levou a restrições severas no transporte público interprovincial, com foco em reduzir frequência e custos.
  • Em Havana, trens com destino às cidades do leste passaram a circular a cada 16 dias, enquanto ônibus operam apenas de uma a três viagens por semana entre capitais provinciais.
  • A deterioração do abastecimento ocorre em meio a sanções dos Estados Unidos, que ampliaram a pressão sobre Cuba desde o começo do ano. Raul Castro apoiou as medidas anunciadas.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a economia do país exige mudanças urgentes para enfrentar a crise econômica e a escassez de combustíveis. A declaração ocorreu em discurso televisionado após a aprovação, pelo Comitê Central do Partido Comunista, de um pacote de reformas para ampliar a abertura econômica.

A Assembleia Nacional do Poder Popular aprovou o conjunto de medidas em sessão extraordinária. Figuras da política cubana, como Raúl Castro, manifestaram apoio à iniciativa, que busca inspiração em modelos da China e do Vietnã. O governo não detalhou o teor completo das reformas.

De acordo com a AFP, os objetivos incluem abrir setores à iniciativa privada, atrair capital de cubanos no exterior, reduzir a participação estatal e ampliar a autonomia das empresas públicas. Díaz-Canel enfatizou que a transformação deve ser profunda, ágil e executável no curto prazo.

As reformas chegam em meio a uma crise energética agravada pelas sanções dos Estados Unidos ao setor no início deste ano. O bloqueio contribui para a escassez de combustível, apagões e pressão sobre a economia cubana.

Redução de transporte público

Com o desabastecimento, Havana determinou restrições ao transporte interprovincial. A frequência de viagens foi reduzida e passageiros precisam solicitar deslocamentos com sete dias de antecedência.

A partir de hoje, trens de Havana para o leste passam a operar a cada 16 dias, em vez de três partidas por semana. Os ônibus ficaram limitados a uma ou três viagens semanais para capitais provinciais, antes com pelo menos uma diária.

Tais medidas geram preocupação entre a população. O morador José Manuel García, de 60 anos, que viajava entre Santiago de Cuba e Havana para tratamento de retina, afirmou à AFP temer a interrupção do acompanhamento médico devido às dificuldades de deslocamento.

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