- O dólar abriu em forte alta, cotado a R$ 5,1479, após o Fed manter os juros entre 3,5% e 3,75% e indicar possibilidade de alta neste ano.
- O comunicado do Fed gerou expectativa de pelo menos uma elevação adicional, com alguns membros prevendo duas altas ainda este ano.
- No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, mantendo indefinição sobre próximos passos do ciclo de redução.
- A coletiva de imprensa do presidente do Fed, Kevin Warsh, foi vista como hawkish, reforçando o compromisso com a inflação na meta de 2%.
- Juros futuros nos EUA subiram e o dólar avançou globalmente, impactando mercados emergentes e fortalecendo o carry trade em relação ao real.
O dólar abriu em forte alta nesta quinta-feira após anúncios sobre juros no Brasil e nos EUA. O Federal Reserve manteve a taxa básica entre 3,5% e 3,75%, mas sinalizou possibilidade de alta até o fim do ano. No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 14,25% ao ano, sem indicar próximos passos.
Às 9h12, o dólar subia 0,73%, cotado a 5,1479 reais. Na sessão anterior, o dólar fechou em alta de 0,39% e a bolsa caiu 0,7%, a 168.453 pontos. Investidores repercutem a mensagem do Fed e a decisão doméstica de política monetária.
Fed mantém juros, mas sinaliza possibilidade de alta
O Fed manteve os juros estáveis, mas a cerca de 9 dos 19 membros houve expectativa de alta de 0,25 ponto este ano. Outros 9 membros não aguardam alteração, e um presidente não apresentou projeções. A leitura de Kevin Warsh, novo presidente, foi considerada hawkish pelos mercados.
A coletiva enfatizou o compromisso com a meta de inflação de 2%, embora não tenha apresentado guias sobre próximos passos. Analistas destacam que a postura reforça o foco na credibilidade do banco central, diante de pressões inflacionárias.
Copom corta Selic 0,25 pp e mantém indefinição
No Brasil, o Copom decidiu reduzir a Selic para 14,25% ao ano. A instituição não definiu o tamanho total do ciclo de cortes, afirmando que a magnitude futura depende de novas informações sobre a inflação. A decisão já era prevista pelo mercado, mas a comunicação gerou volatilidade cambial.
Mercado brasileiro acompanha o recuo da taxa básica com olhos no desempenho inflacionário. Taxas futuras de juros passaram a reagir com variação diferente entre curto e longo prazo, influenciando investimentos locais e fluxo de capitais.
Reação e impactos globais
Os juros nos EUA aumentam o apelo de títulos americanos, elevando rendimentos e atraindo recursos de mercados emergentes. Como consequência, o dólar ganhou força globalmente e ações caíram em Wall Street, com quedas em Dow Jones, Nasdaq e S&P 500.
No Brasil, a diferença entre a Selic e os Fed Funds favorece operações de carry trade para alguns investidores. Esse fator, aliado à percepção sobre o comando do Fed, contribui para a volatilidade cambial e para ajustes nos DI futuros.
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