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Dólar sobe forte e atinge R$5,17 após Fed conservador e ruído do Copom

Dólar fecha em R$ 5,174 após Fed conservador e ruídos do Copom elevarem o risco; real fica entre as duas piores moedas entre as 33 mais líquidas

Impressão de notas de dólar no US Bureau of Engraving and Printing, em Washington
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  • O dólar à vista fechou em R$ 5,1740, alta de 1,30%, após oscilar entre R$ 5,1281 e R$ 5,1897.
  • O euro comercial ficou em R$ 5,9270, com alta de 0,97%.
  • O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de moedas, subiu 0,73%, para 100,815 pontos, no exterior.
  • A valorização do dólar ocorreu globalmente, mas ganhou fôlego no Brasil pela valorização do prêmio de risco após a decisão do Copom na noite de quarta-feira.
  • Analistas atribuíram a piora local à comunicação do Banco Central e ao tom conservador do Federal Reserve, que ampliaram as dúvidas sobre credibilidade e impacto no câmbio.

O dólar voltou a subir frente ao real nesta quinta-feira, acompanhando a valorização global da moeda americana após o Fed adotar tom conservador. No Brasil, o movimento ganhou força com ruídos locais após a atuação do Copom na noite de quarta, elevando o prêmio de risco cambial.

Ao fim do dia, o dólar à vista subiu 1,30%, fechando em R$ 5,1740 após alcançar mínima de R$ 5,1281 e máxima de R$ 5,1897. O euro comercial registrou alta de 0,97%, a R$ 5,9270. O índice DXY, que mede o dólar diante de uma cesta de moedas, operava em alta de 0,73% perto das 17h05.

Início de pregão e cenário externo pressionaram o câmbio, com investidores atentos a postura global do Fed e ao que se segue no Copom. A percepção de maior risco local contribuiu para a valorização do dólar frente ao real ao longo da sessão.

Especialistas destacam o peso do externo na formação de preço. O CIO da SulAmerica Investimentos aponta conservadorismo do Fed como fator de alta do dólar. Além disso, a comunicação do Copom, segundo analistas, ajudou a reacender preocupações sobre credibilidade da autoridade monetária.

Para Breno Falseti, da Rubik Capital, o ambiente externo mais adverso eleva o custo de comunicação para o BC. Se os juros nos EUA subirem, o mercado tende a exigir maior clareza na sinalização da autoridade brasileira, sob pena de mais volatilidade.

Mesmo com a deterioração no câmbio, há espaço para ajuste. Os especialistas veem fatores que podem reverter o movimento no médio e longo prazo, desde que haja comunicação mais clara do BC e alinhamento com o cenário externo.

No curto prazo, a visão é de que o dólar permaneça firme frente ao real, diante da combinação de fatores externos e o atraso na comunicação oficial brasileira. A perspectiva de recuperação depende de mudanças na mensagem do Copom e de ajustes na percepção de risco país.

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