- Héctor Laca, fundador da FACYT, conglomerado de insumos agrícolas na Argentina, saiu de casa aos 13 anos e projeta faturar US$ 50 milhões em 2026.
- A empresa inaugurará a sexta unidade em Laguna Larga, Córdoba, com investimento de US$ 10 milhões, para fabricar um substituto da ureia e ampliar a receita anual.
- A FACYT soma mais de oitenta produtos, com três plantas biológicas e duas químicas, operando em cinco hectares e vendendo direto ao produtor com 85 caminhonetes pelos estados do país.
- O grupo planeja entrar no Brasil após contatos gerados em Santo Tomé, com primeiras reuniões ocorrendo na fronteira; Laca afirmou que manterá a estratégia de expansão regional.
- Além da fábrica, Laca lança o livro De pobre a rico, pelo caminho correto, e reiterou a aposta de continuar conduzindo o negócio, sem aceitar venda da empresa.
Héctor Laca, dono da FACYT, a maior conglomerado de insumos agrícolas da Argentina, mira o Brasil. A empresa, criada há 30 anos em Córdoba, planeja inaugurar uma nova planta de US$ 10 milhões em Laguna Larga, no interior, nos próximos meses.
A meta é ampliar o faturamento para US$ 50 milhões por ano até 2026. O investimento atual prevê uma unidade que fabrica um substituto da ureia, com tecnologia química e biológica, para atender produtores da região.
A trajetória de Laca é marcada por uma origem humilde e por decisões de alto risco. Aos 13 anos, deixou a casa e começou a trabalhar para sustentar a família. Hoje afirma ter criado um império no agronegócio com atuação nacional.
O foco da expansão
A sexta fábrica da FACYT ficará em Laguna Larga e terá maquinaria importada da Alemanha, Holanda e Itália. Além de ampliar a capacidade, o novo produto promete reduzir a aplicação de ureia tradicional em até 90%.
O portfólio da empresa já reúne mais de 80 itens, entre fertilizantes, inoculantes, fungicidas e biofertilizantes. A venda direta ao produtor é realizada por uma frota de 85 caminhonetes pelo país.
Estratégia para o Brasil
Laca busca entrada no mercado brasileiro por meio de parcerias com produtores na fronteira. Uma reunião inicial ocorreu em Santo Tomé, com o objetivo de viabilizar operações. O empresário comenta que, se houver avanço, visitaria o Brasil de forma efetiva.
A nova planta eleva a aposta em produtos biológicos, um setor em crescimento no agronegócio argentino. Segundo Laca, não há concorrência tecnológica equivalente no país em relação aos biológicos da FACYT.
Invisivel por trás do negócio
Entre os três itens mais vendidos estão um fungicida multiuso chamado Todo Terreno, um formulado para misturas sem perder eficácia, e um fertilizante biológico aplicado na semeadura. A empresa investiu em parcerias com universidades para inovação.
Laca também revela que, ao longo de 30 anos, enfrentou dificuldades com licenças governamentais, atrasos logísticos e até um sequestro: em momentos críticos, manteve firmeza e retomou o crescimento.
O livro e o marco de 30 anos
Para comemorar três décadas, a FACYT lançará um livro de estreia e convidará Javier Milei para a inauguração da nova unidade, ainda sem confirmação oficial. O objetivo é compartilhar aprendizados para empreendedores.
O fundador afirma que a empresa pode alcançar entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões em valor nos próximos cinco anos, com base em expansões e novos mercados. A gestão foca em desempenho operacional e inovação.
Sobre o futuro
Laca aponta como principais diretrizes para negociações: manter expectativa positiva, buscar vantagens mútuas e agir com firmeza. Sobre o cenário político, ele afirma que o ambiente tributário afeta o setor e defende reformas.
A FACYT mantém a estratégia de crescimento com foco no interior da Argentina e na exportação para mercados próximos. A empresa não divulgou detalhes adicionais sobre a agenda de inauguração.
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