- O quinto leilão do Eco Invest Brasil deve mobilizar entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões em investimentos, segundo autoridades.
- O edital amplia o foco para projetos de maior risco em áreas como inteligência artificial, minerais críticos, biocombustíveis e biofertilizantes, com seis fundos de financiamento.
- O modelo passa a usar capital catalítico, com o setor público assumindo parte dos riscos para atrair capital privado; a alavancagem prevista é de até R$ 1 público para R$ 2 privado.
- O Tesouro Nacional deve aportar cerca de R$ 9 bilhões para a formação dos fundos, fortalecendo a participação do setor público.
- O objetivo é manter a inovação no Brasil, conectando academia ao setor privado e estimulando startups, com o volume acumulado do Eco Invest podendo chegar a quase R$ 200 bilhões após o quinto leilão.
O governo federal deve lançar o quinto leilão do Eco Invest Brasil, que visa atrair capital privado para projetos estratégicos da transição sustentável. A expectativa é que a rodada mobilize entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões, a maior desde a criação do programa. A abertura das proposições deve sair oficialmente entre hoje e amanhã, conforme o coordenador do Eco Invest, Mario Gouvêa de Almeida, da Secretaria do Tesouro Nacional.
O anúncio ocorreu durante evento da Anbima em São Paulo, com participação de bancos, gestoras e instituições financeiras. Gouvêa explicou que o novo leilão muda o foco do programa, ampliando o uso de instrumentos para mitigar riscos e atrair capital privado e externo de forma mais ampla.
O edital prevê a estruturação de seis fundos de financiamento em áreas que vão de inteligência artificial a minerais críticos, passando por biocombustíveis e biofertilizantes. O objetivo é apoiar projetos ainda incipientes, mas com potencial de impacto econômico e tecnológico.
Novo formato e risco: como funciona
O diferencial está na maior participação de recursos públicos, usados como capital catalítico para reduzir o risco percebido pelos investidores. Serão cerca de R$ 9 bilhões do Tesouro para os fundos, com a meta de que cada real público mobilize até dois reais privados.
Segundo Gouvêa, a configuração reduz a barreira de financiamento para inovações relevantes, especialmente aquelas com estágio inicial. O foco é manter ativos no Brasil e estimular a conexão entre academia e setor privado.
Além de participação acionária por meio de fundos, o edital prevê crédito para aquisição de participação em startups, como deeptechs, e apoio a iniciativas com recursos a fundo perdido para transformar pesquisas em produtos.
Histórico e impactos esperados
Desde a primeira rodada, o Eco Invest somou aproximadamente R$ 140 bilhões mobilizados. Com o quinto leilão, o total acumulado pode chegar a perto de R$ 200 bilhões, segundo o ministro Dario Durigan, que participou de evento anterior da Fazenda.
O programa já incorporou mecanismos como proteção cambial, financiamento por meio de fundos de investimento em participação e suporte técnico para projetos na Amazônia Legal. O objetivo é ampliar a inovação e reduzir custos de capital para iniciativas estratégicas.
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