- A Galaticos Capital, family office criado por Ronaldo Nazário e pela Galapagos Capital, mira expansão internacional e já atende atletas, artistas e influenciadores.
- A casa administra quase R$ 2 bilhões em ativos e já ampliou o foco do futebol para outras modalidades e personalidades públicas.
- O brasileiro Gabriel Jesus tornou-se sócio, fortalecendo a base entre atletas jovens e profissionais, além de atender jogadoras de futebol feminino.
- A internacionalização já começou, com clientes no Uruguai, Argentina e atletas estrangeiros que chegam ao Brasil, buscando estrutura local para patrimônio.
- Em 2026, a empresa planeja lançar um projeto próprio de educação financeira para jovens atletas em formação, visando ampliar a base de orientação financeira desde o início da carreira.
Ronaldo Nazário criou a R9 Gestão Financeira e Patrimonial há uma década para separar a vida pessoal da profissional. Duas primaveras atrás, a empresa se fundiu com a Galapagos Capital e nasceu a Galaticos Capital, foco em organizar a vida financeira de atletas.
A proposta é atender ciclos de carreira bem distintos dos executivos. Muitos rendimentos chegam antes dos 25 anos, com duração curta, entre dez e 15 anos no futebol, exigindo planejamento para a fase de renda. O objetivo é viabilizar patrimônio para além da carreira.
Viviane Leal, CEO e sócia-fundadora ao lado de Ronaldo, explica que atletas costumam ter estrutura profissional bem definida, mas pouca organização patrimonial. A gestão envolve investimentos, educação financeira, imóveis, empresas e suporte jurídico e contábil.
A origem da casa está ligada à tradição de separar família e gestão patrimonial. A Galaticos busca acolher a estrutura familiar sem abrir mão da responsabilidade financeira, ajudando a sustentar a família após a aposentadoria.
O público inicial veio do futebol, mas a base se expandiu. Gabriel Jesus tornou-se sócio, ampliando o alcance a jovens atletas. Hoje, a clientela inclui esportistas de outras modalidades, jogadoras e influenciadores.
A expansão internacional já começa a ocorrer. Além de brasileiros que vão morar no exterior, a Galaticos atende clientes uruguaios, argentinos e atletas estrangeiros que chegam ao Brasil sem estrutura financeira local.
O desafio reside na dimensão global da carreira esportiva, que pode levar atletas a mercados como Espanha, França, Arábia Saudita ou Catar. A gestão deve considerar tributação, jurisdição, família e liquidez.
Segundo Viviane, a educação financeira continua essencial. Atletas passaram a perguntar mais sobre rentabilidade e previdência, ainda que a fase inicial da carreira permaneça delicada.
Na prática, a casa orienta investimentos com uma taxa mínima de 30% da renda, podendo chegar a 40% em meses de premiações. O objetivo é manter o padrão de vida após a aposentadoria.
Para 2026, a Galaticos planeja lançar um projeto próprio de educação financeira para jovens atletas em formação nos clubes, preparando-os para a carreira profissional.
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