- O preço médio da gasolina nos EUA caiu abaixo de US$ 4 por galão, pela primeira vez desde março, atingindo US$ 3,999 por galão.
- Há variações regionais: na Califórnia o preço é de US$ 5,64 por galão e na Carolina do Sul, US$ 3,58.
- A queda acompanha o acordo entre Estados Unidos e Irã, que prevê diluição do urânio enriquecido e suspensão de sanções, com 60 dias de negociações para um acordo definitivo.
- O petróleo recuou para cerca de US$ 80 por barril, em comparação com US$ 67 antes da guerra e mais de US$ 120 durante o conflito.
- Mesmo com a queda, pode levar semanas ou meses para o Estreito de Ormuz voltar a operar plenamente, impactando cadeias globais de suprimentos e custos.
O preço médio da gasolina nos Estados Unidos caiu pela primeira vez abaixo de US$ 4 por galão desde o início da crise envolvendo o Irã. Segundo a AAA, o valor ficou em US$ 3,999 por galão nesta quinta-feira, após recuo de 15% no preço do petróleo bruto neste mês. A queda ocorre em meio a um acordo entre EUA e Irã que prevê a diluição de urânio enriquecido e suspende parte de sanções.
O recuo nacional contrasta com variações regionais significativas. Na Califórnia, o preço médio está em US$ 5,64 por galão, enquanto na Carolina do Sul fica em US$ 3,58. Analistas destacam que a diferença reflete estruturas de abastecimento locais e custos logísticos.
O acordo entre Washington e Teerã prevê o fim das hostilidades e um período de negociações de 60 dias para definir o futuro do programa nuclear iraniano. Trump sinalizou abertura para retomar ataques, caso haja necessidade, durante esse período.
Com a queda do preço do petróleo bruto, a referência dos EUA recuou para cerca de US$ 80 por barril. Em meses anteriores, a cotação chegou a superar US$ 120, antes do novo acordo. O patamar atual ainda mantém o petróleo acima de seus níveis pré-guerra.
Mesmo com a baixa recente, especialistas alertam que pode levar semanas ou meses para que o fluxo pelo Estreito de Ormuz se normalize. O estreito ainda abriga grande parte do comércio global de petróleo, e navios permanecem retidos no Golfo Pérsico.
Refino e cadeia de suprimentos também enfrentam atrasos. Refinarias costumam comprar petróleo com antecedência de um mês ou mais, o que atrasa a redução de preços de derivados. Custos mais elevados devem continuar influenciando o preço ao consumidor.
Além da questão energética, a disputa pelo Estreito de Ormuz impacta cadeias de fertilizantes, alimentos e até calçados. Empresas sinalizam que, mesmo com queda de preços, a recuperação completa do fluxo de suprimentos levará tempo.
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