- Goldman Sachs estima que, com a reabertura de Ormuz, o petróleo deve fluir a 70% do nível pré-guerra, passando de cerca de 20 milhões para 13 milhões de barris por dia.
- As exportações do crude do Golfo Pérsico devem começar a normalizar em julho, mas sem alcançar o ritmo de antes do conflito; o 70% do fluxo anterior pode se tornar o novo 100%.
- Um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, para cessar a guerra e reabrir Ormuz, prevê isenção para exportações iranianas, potencialmente liberando mais de 50 milhões de barris de petróleo em excesso.
- A recuperação completa só seria atingida em outubro, dependendo do andamento das negociações de paz; os riscos podem levar a uma recuperação incompleta.
- A disponibilidade de navios não é a principal limitação, já que há capacidade ociosa, mas a disposição das transportadoras de navegar pode restringir os fluxos devido a diretrizes de segurança e a incertezas geopolíticas.
A Goldman Sachs prevê uma nova normalidade no estreito de Ormuz após a sua reabertura, estimando que o fluxo de petróleo retorne a apenas 70% do nível pré-guerra. A instituição aponta cautela das transportadoras como principal justificativa.
Antes do conflito, o estreito tratava cerca de 20 milhões de barris diários de petróleo e derivados. A projeção do banco é de que esse volume caia para 13 milhões, com recuperação gradual a partir de julho, sem retornar ao patamar anterior de imediato.
Contexto e perspectivas
O acordo provisório entre EUA e Irã, que visa encerrar a guerra e reabrir Ormuz, prevê 60 dias de negociações subsequentes. Goldman estima que mais de 50 milhões de barris de excedente iraniano possam ficar disponíveis para entrega imediata.
A previsão considera riscos geopolíticos que podem atrasar a normalização. A instituição aponta que a recuperação não deve alcançar 100% devido à incerteza das negociações de paz.
Logística e riscos operacionais
A disponibilidade de navios não seria a principal limitação: há cerca de 860 milhões de barris de capacidade de cargueiros vazios em Ormuz ou a menos de cinco dias de navegação. Entretanto, a disposição das armadoras para transportar petróleo preocupa.
A aversão ao risco dos transportadores, associada à necessidade de diretrizes claras para a passagem, pode frear os fluxos. Ademais, as negociações iranianas e seus desdobramentos geopolíticos influenciam o cenário.
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