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IA eleva salários e vagas, exigindo criatividade e liderança no início

PwC aponta aumento de vagas em IA, prêmio salarial de 62% e demanda por liderança e criatividade em profissionais juniores

IA eleva salários e vagas, mas exige criatividade e liderança no início
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  • Vagas com habilidades em IA cresceram 69%, com prêmio salarial médio de 62% e aumento da demanda por competências humanas em profissionais juniores.
  • O estudo destaca um mercado de “duas vias”: funções profissionalizadas, que avançam mais rápido em vagas e remuneração, e funções democratizadas, com uso mais acessível da IA.
  • Em cargos profissionalizados, como radiologistas e recrutadores, houve crescimento de vagas duas vezes maior e ganho salarial 42% superior ao observado em funções democratizadas.
  • Em início de carreira, vagas expostas à IA exigem cada vez mais competências de liderança, criatividade e julgamento; desde 2019, esse grupo cresceu 35%.
  • Empresas mais preparadas para IA mostram maior produtividade e crescimento de empregos: 52% de aumento no quadro desde 2018, 24% de aumento salarial (contra 17% das menos expostas), e uma produtividade média de 34% (com auge de 163% entre as chamadas superestrelas).

A PwC divulgou o Barômetro Global de Empregos em IA 2026, que analisou mais de um bilhão de anúncios de emprego em 27 países e territórios. O estudo aponta uma transformação no mercado de trabalho, com ganhos de produtividade e salários mais altos em empresas que usam IA de forma estratégica.

O levantamento identifica um “mercado de duas vias”: funções profissionalizadas, em que a IA automatiza tarefas repetitivas e amplia a atuação de especialistas; e funções democratizadas, facilitadas por IA para profissionais com menos experiência. As vagas e remunerações crescem mais rapidamente nas primeiras.

Cargos profissionalizados, como radiologistas e recrutadores, apresentam crescimento de vagas duas vezes maior e aumento salarial 42% superior ao observado em funções democratizadas, como secretários médicos e gerentes de serviços de TI. A IA tende a valorizar quem sabe interpretar dados e aplicar julgamento humano.

A mudança impacta também quem está começando a carreira. Nos EUA, 2,4 milhões de vagas de nível inicial mostraram que posições expostas à IA têm sete vezes mais probabilidade de exigir competências associadas a profissionais seniores, como liderança e criatividade.

Desde 2019, as vagas de nível inicial nesse grupo cresceram 35%, enquanto outras posições de entrada caíram 10%. Dados reforçam que a IA está elevando a qualidade necessária desde o início da carreira, não apenas para especialistas.

Para Joe Atkinson, diretor global de IA da PwC, há sinais de novos modelos de geração de valor. Empresas que somam IA à expertise humana costumam alcançar resultados superiores àquelas que focam apenas na automação de processos.

O estudo aponta ainda maior produtividade entre as organizações que usam IA. Entre 2018 e 2025, empresas mais expostas tiveram alta de 34%, frente a 24% das menos expostas. Uma elite, os 20% mais avançados, registraram 163% de ganho médio.

Ao longo do período, o emprego cresceu 52% nas empresas mais capacitadas para IA, ante 36% nas menos expostas. O ganho salarial também foi maior entre as organizações que exploram a ferramenta: 24% versus 17%.

A demanda por habilidades específicas em IA continua acelerada. Vagas que exigem conhecimentos em aprendizado de máquina e engenharia de IA cresceram 69%, quase oito vezes a expansão do mercado total, de 9%.

O prêmio salarial médio para profissionais da IA atingiu 62% em 2025, ante 57% em 2024. A PwC destaca que a tecnologia está elevando a necessidade de liderança, adaptabilidade e julgamento desde os primeiros anos de carreira.

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