- Investigações indicam que Deolane Bezerra seria peça-chave de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, com planos de transferir ativos para os Emirados Árabes, incluindo empresas em Dubai.
- A Justiça tornou-a ré por lavagem de dinheiro e organização criminosa, junto de Marcola e outros membros do PCC, após decisão de 16 de junho.
- Relatórios apontam movimentação de cerca de R$ 27 milhões nas contas da influenciadora, com uso de técnicas típicas de lavagem, como pulverização de depósitos e uso de laranjas.
- A denúncia afirma que repasses eram feitos por uma transportadora de cargas controlada pelo PCC, coordenados por Everton de Sousa, conhecido como “Player” ou “Temer”.
- A Justiça determinou o sequestro de bens de alto valor, incluindo Lamborghini Huracán, Mercedes-Benz AMG G63 e Cadillac Escalade; Deolane continua presa preventivamente desde 21 de maio de 2026.
Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, é apontada pela Justiça de São Paulo como peça-chave em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo a investigação, houve plano de expandir operações para Dubai, transferindo ativos para fundos na região.
A decisão, tornada ré nesta terça-feira (16), envolve Marcola e outros membros da facção. O Ministério Público aponta reestruturação de empresas ligadas ao grupo para transferir patrimônio aos Emirados Árabes, país associado ao uso de empresas de fachada para lavagem internacional de ativos.
Relatórios financeiros indicam movimentação de cerca de 27 milhões de reais em contas de Deolane. A acusação cita técnicas típicas de lavagem, como pulverização de depósitos, uso de laranjas e inconsistências em declarações fiscais.
Envolvidos e acusações
A denúncia envolve Deolane Bezerra, Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola) e familiares, além de Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e Everton de Sousa, coordenador financeiro conhecido como Player ou Temer.
A promotoria aponta que Everton de Sousa coordenava repasses de uma transportadora de cargas controlada pelo PCC, sediada em Presidente Venceslau (SP). Parte dos recursos seria destinada a imóveis pertencentes à influenciadora e aos filhos.
Sequestro de bens e situação processual
A Justiça determinou o sequestro de bens de alto valor, incluindo Lamborghini Huracán, Mercedes-Benz AMG G63 e Cadillac Escalade, entre outros registros em nome de Deolane ou de empresas ligadas a ela.
A decisão foi do juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª vara de Presidente Venceslau. A influenciadora está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026, em Tupi Paulista (SP).
Status do caso
A defesa afirmou a inocência de Deolane e que adotará todos os meios de prova para esclarecer o caso, destacando que não há vínculo com crime organizado e que os rendimentos são lícitos e declarados. A denúncia, ao ser aceita, transforma a pessoa em ré, iniciando a fase de produção de provas.
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