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Juros altos sufocam investimentos e orçamento familiar, diz Abrainc

Juros elevados freiam investimentos e orçamento familiar; Abrainc vê Selic em 14,25% como entrave ao crescimento após corte de 0,25 ponto pelo Copom

EM OBRAS - Prédio em construção em São Paulo: o setor travou com juros altos
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  • O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano.
  • A Abrainc afirma que o patamar atual eleva custos para a atividade produtiva, dificulta investimentos e aumenta o endividamento das famílias.
  • O presidente da Abrainc, Luiz França, disse que juros altos limitam o crescimento econômico e afetam consumo e empregos.
  • A entidade aponta inadimplência crescente e endividamento recorde como sinais de impacto sobre o consumo e o investimento.
  • O Copom mencionou cautela na condução da política monetária, e o ciclo de cortes pode perder força diante da incerteza.

O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,5% para 14,25% ao ano. A decisão ocorreu em meio a um cenário de incerteza econômica e de sinais de desaceleração global, segundo o comunicado do Banco Central.

A Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) avaliou que o patamar atual da Selic impõe custos elevados à atividade produtiva. A entidade afirma que isso dificulta investimentos, limita a geração de empregos e compromete a capacidade financeira das famílias.

Para o presidente da Abrainc, Luiz França, a taxa elevada restringe o crescimento econômico e acarreta efeitos que vão além do mercado imobiliário. O aumento do endividamento das famílias e a necessidade de equilíbrio de orçamento foram citados como consequências.

A Abrainc aponta ainda que, diante de inadimplência em alta e endividamento histórico, apenas uma redução consistente da Selic pode recuperar o poder de compra e sustentar o crescimento. O Copom já havia promovido o corte de 0,25 ponto em duas oportunidades anteriores, totalizando o ciclo de afrouxamento iniciado neste ano.

O comunicado divulgado pelo Copom sinaliza cautela na condução da política monetária diante da incerteza econômica, o que, segundo a associação, reforça a preocupação com a velocidade de futuras quedas na taxa básica. A entidade reforça a necessidade de medidas que promovam equilíbrio entre crédito, consumo e investimentos.

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