- O primeiro leilão de baterias do Brasil deve ocorrer em dezembro e facilitará a inclusão do armazenamento de energia no setor elétrico, conforme a Absae.
- Fabio Monteiro Lima, diretor-executivo da Absae, aponta que a consolidação depende de avanços regulatórios, burocráticos e operacionais, com o armazenamento ainda atuando de forma limitada no Brasil.
- O armazenamento passa a ser uma “cadeira” no setor elétrico, o que implica revisões de formatação no sistema nos próximos anos e maior integração ao planejamento energético e à transmissão.
- O executivo destaca a necessidade de inserir o armazenamento no planejamento nacional de energia, da transmissão e de forma definitiva, além de enfrentar questões regulatórias e tributárias, como a classificação da atividade pela Receita Federal.
- Lima defende um portfólio diversificado de soluções, ressaltando que baterias competem com outras tecnologias, mas podem se complementar,segundo características como modularidade, tempo de implementação e durabilidade.
O 1º leilão de baterias do Brasil deve consolidar o armazenamento de energia no setor elétrico, aponta Fabio Monteiro Lima, diretor-executivo da Absae. A participação é vista como um novo ator no sistema, que já cita geração, transmissão e distribuição.
Para o executivo, o marco depende de avanços regulatórios, burocráticos e operacionais. O país já tem lei aprovada e normas em atuação, mas ainda precisará incorporar o armazenamento ao planejamento energético nacional e à transmissão.
A realização do leilão, previsto para dezembro, é considerada um passo relevante, assim como a integração das baterias ao SIN. Lima afirma que o setor completou o 1º ciclo regulatório, mas há necessidade de inserir o armazenamento no planejamento definitivo.
Além das questões regulatórias, o dirigente destaca outros pilares, como tributos, licenciamento ambiental e segurança operacional. O objetivo é ampliar o portfólio de soluções, reconhecendo que diferentes tecnologias se complementam.
Competição entre tecnologias
Lima vê espaço para várias soluções no setor elétrico, com competição natural entre tecnologias. O equilíbrio, afirma, está na construção de um portfólio diversificado, que use cada solução para o risco que melhor atende.
Ele cita o armazenamento hidráulico como opção de longo prazo, com alto investimento inicial, e baterias pela característica de modularidade, implantação rápida e vida útil distinta.
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