- Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirmou que está mudando a cultura da empresa para agregar valor, citando que metade do Brasil quer vender a estatal.
- O objetivo da gestão é colocar dinheiro no bolso e aumentar a distribuição de lucro e dividendos, com foco no controle de gastos entre áreas, como petróleo e fertilizantes.
- A executiva disse que a Petrobras paga tributos elevados — afirmou ter recolhido R$ 277 bilhões em tributos — e contestou declaração recente do governo fluminense sobre uma dívida de R$ 20 bilhões.
- Sobre preços de combustíveis, Magda busca um valor justo que remunere acionistas e preserve participação de mercado, alinhado ao mercado internacional, com estratégia de menor risco na Margem Equatorial.
- A meta é chegar à autossuficiência em diesel até 2030, reduzir importação para 15%, investir o equivalente a duas Eletbras em energia de baixo carbono até 2050 e eletrificar refinarias com energia renovável.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia está reformulando sua cultura para aumentar o seu valor no longo prazo. Em sua avaliação, a estatal enfrenta resistência de parcela da opinião pública que defende a venda da empresa. A ideia é, na prática, ampliar o valor agregado da Petrobras para acionistas e o país.
Durante palestra na IAE Paris-Sorbonne Business School, em parceria com o IDGP Academy, Magda destacou que o objetivo é distribuir lucro e dividendos de forma mais eficiente, mantendo o foco na geração de caixa. Ela criticou gastos mal administrados em áreas distintas do grupo, citando a diferença entre petróleo e fertilizantes.
A executiva ressaltou que a Petrobras paga tributos relevantes e que precisa comunicar melhor esse desempenho ao país. Ela mencionou números para defender a posição de que a empresa cumpre suas obrigações fiscais, mesmo em meio a críticas sobre inadimplência.
Despesas, lucros e preço dos combustíveis
Magda indicou que não há consenso entre o mercado sobre a cotação futura do petróleo, citando previsões variadas. Em relação aos preços de combustíveis, defendeu um valor justo que garanta participação de mercado e remunere acionistas, apontando que a estratégia envolve uma margem de segurança.
A executiva reiterou a meta de autossuficiência em diesel, com planos para reduzir dependência de importações de 29% para 15% e alcançar abastecimento interno total até 2030. Ela destacou a importância de manter a segurança de suprimentos no curto prazo.
Ampliação de energia de baixo carbono
Magda reforçou que os investimentos em combustíveis e energia renovável crescem globalmente, sem abandonar o petróleo nas próximas duas décadas. A estratégia inclui diversificação de investimentos e maior eletrificação de operações, com uso crescente de energia elétrica renovável.
A presidente adiantou que, até 2050, a Petrobras deverá investir o equivalente a “duas Eletbras” em projetos de energia de baixo carbono. Também mencionou a eletrificação das refinarias como medida para reduzir o uso de gás na operação.
Entre na conversa da comunidade