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Número recorde de adultos com menos de 35 morando com os pais nos EUA

Dados revelam recorde de jovens entre 25 e 35 morando com os pais nos EUA; 70% estão empregados, o aumento vem de custos de moradia elevados, não do mercado de trabalho

A residential neighborhood in Miami, Florida.
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  • Em 2025, 25,2 milhões de adultos entre 25 e 35 moravam com os pais nos EUA, equivalente a um terço desse grupo.
  • Desses, 70% tinham emprego e muitos possuíam diplomas universitários, mostrando que a decisão é financeira, não apenas de mercado de trabalho.
  • O principal motivo é o alto custo de moradia: aluguel mediano 18% acima do nível pré-pandemia e preço médio de casas 34% mais caros.
  • A inflação atingiu 4,2% em maio, o que pode atrasar ainda mais a saída de casa para jovens.
  • A tendência reduz a rotatividade no mercado de imóveis para iniciantes, com a média de compra inicial sendo hoje em torno de 40 anos.

A popularidade de morar com os pais atingiu nível recorde nos EUA em 2025, segundo dados da Realtor.com. Um terço dos adultos entre 25 e 35 anos (25,2 milhões) vivia na casa dos pais. Desses, 70% estavam empregados, com formação universitária.

A explicação central é financeira: custos habitacionais elevados tornam a independência mais cara do que antes. O aluguel mediano nacional está 18% acima do patamar pré-pandemia, e o preço mediano de imóveis listados subiu 34%.

Especialistas indicam que a alta nos custos de moradia se conecta à menor rotatividade no mercado de casas para jovens. Isso prolonga o tempo em que a coabitação parece a opção mais viável, mesmo para quem tem emprego.

O estudo compara padrões atuais com décadas anteriores e aponta que, se os padrões de moradia tivessem se mantido, cerca de 4,86 milhões de jovens a menos morariam com os pais hoje. A tendência reflete também inflação recente, que atingiu 4,2% em maio, impactando salários reais.

Impactos e perspectivas

Autoridades destacam que a situação não diminui a participação no mercado de trabalho entre os jovens, mas desloca a economia de moradia para quem pode pagar aluguel ou financiamentos menores. O cenário complica a busca por casa própria, já que a primeira compra tende a ocorrer por volta dos 40 anos.

Além do aspecto financeiro, a dinâmica eleva pressões sobre famílias de criação, que podem adiar planos de aposentadoria, redução de tamanho ou de despesas. Mesmo com ganhos de renda, jovens e recém-formados enfrentam barreiras estruturais de acesso à moradia.

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