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Ouro cai com sinal de alta de juros pelo Fed

Ouro cai após sinal de alta de juros do Fed, mesmo com manutenção da taxa, diante de tom hawkish que reduz atratividade frente aos Treasuries

Ouro sobre o dólar — Foto: Gettyimages
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  • O ouro caiu 3,09%, para US$ 4.381,4 por onça-troy, em contratos para agosto na New York Mercantile Exchange, após sinal de alta dos juros pelo Fed.
  • O Federal Reserve manteve a taxa básica entre 3,5% e 3,75%, mas deixou de considerar queda e passou a sinalizar possível aumento.
  • A mudança de tom diminuiu a atratividade do ouro, que não paga juros, frente aos títulos públicos dos Estados Unidos.
  • Ontem, o ouro subiu 2,66% após assinatura de acordo entre presidentes do Irã e dos EUA para pôr fim à guerra no Irã.
  • Analista Ole Hansen, da Saxo Bank, destaca dificuldade de equilibrar riscos macro de curto prazo com o suporte de longo prazo para o ouro, apontando resistência em US$ 4.425 e média móvel de 200 dias em US$ 4.461.

O ouro caiu na sessão desta quinta-feira (18) após sinal de que o Federal Reserve pode aumentar os juros. O banco central manteve a taxa entre 3,5% e 3,75% na reunião de ontem, mas não sinalizou queda e passou a indicar possibilidade de alta.

Os contratos futuros com entrega para agosto caíram 3,09%, a US$ 4.381,4 por onça-troy, na NYMEX. O metal, que não paga juros, perdeu atratividade frente aos títulos públicos dos EUA.

No pregão anterior, o ouro subiu 2,66% após o acordo entre os presidentes do Irã e dos EUA para encerrar o conflito no Irã, conforme relatos do mercado.

Ole Hansen, estrategista de commodities do Saxo Bank, disse que as reações evidenciam a dificuldade de equilibrar ventos macro de curto prazo com o suporte de longo prazo ao ouro. Com os preços da energia em baixa, surgem dúvidas sobre as projeções de inflação do Fed para 2026, que apontam 3,6% no PCE e 3,3% no núcleo do PCE.

Os analistas destacam resistência em US$ 4.425 e na média móvel de 200 dias, em US$ 4.461, avaliando que esses níveis podem limitar novas altas, dependendo da evolução das sinalizações de política monetária.

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