- O varejo brasileiro de material de construção fechou 2025 com 160.627 lojas em operação e faturamento estimado de R$ 238,9 bilhões, segundo a Anamaco.
- O setor emprega 808.631 trabalhadores formais, com média de 5,03 funcionários por loja; 69,5% das lojas têm até quatro funcionários (cerca de 111,5 mil estabelecimentos).
- Sudeste perde participação: passou de 50,3% em 2006 para 45,7% em 2025, enquanto Nordeste, Norte e Centro-Oeste cresceram, indicando maior distribuição geográfica.
- O atendimento presencial continua predominante (100% das lojas), e o WhatsApp já é utilizado por 97% dos estabelecimentos, seguido pelo telefone em 91%.
- Sobre venda online, 20% das pequenas e médias lojas já vendem pela internet, enquanto 56% das grandes lojas já fazem isso; aproximadamente um terço das lojas sem venda online planeja iniciar nos próximos 12 meses.
O varejo de material de construção brasileiro fechou 2025 com 160.627 lojas em operação e faturamento estimado em 238,9 bilhões de reais, segundo estudo da Anamaco. O setor segue com grande capilaridade, centrado em pequenos negócios.
Ao todo, o segmento emprega 808.631 trabalhadores formais, com média de 5,03 funcionários por loja. Dentre as lojas, 69,5% contam com até quatro empregados, evidenciando a predominância de micro e pequenas empresas.
Cassio Tucunduva, presidente do Sistema Anamaco, afirma que o setor é uma força econômica sustentável, apoiada por pequenos empresários que abastecem obras, reformas e famílias em todo o país.
Distribuição regional
Embora o Sudeste ainda concentre a maior fatia de lojas, a região perdeu participação. Em 2006 representava 50,3% do total; em 2025 caiu para 45,7%. Nordeste, Norte e Centro-Oeste passaram a ampliar sua presença.
A tendência aponta para a descentralização do varejo de material de construção, com maior retorno urbano e regional fora dos grandes centros. O movimento acompanha transformações econômicas e urbanas nacionais.
Digitalização e canais de venda
O atendimento presencial permanece dominante: 100% das lojas pesquisadas oferecem atendimento físico. O WhatsApp é usado por 97% e o telefone por 91% dos estabelecimentos.
O comércio eletrônico avança, com 20% das pequenas e médias lojas vendendo online, enquanto grandes empresas alcançam 56%. Cerca de um terço das lojas sem venda pela internet planeja iniciar operações digitais nos próximos 12 meses.
Katja Ratnieks, consultora da Anamaco, aponta que a digitalização atua de forma complementar ao atendimento presencial e destaca a necessidade de transformar a presença online em produtividade e gestão.
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