- A MSCI decidirá na próxima semana se a Argentina permanece na categoria Standalone ou se inicia consultorias para retornar aos índices globais, com a revisão marcada para 23 de junho.
- O Morgan Stanley entende que a Argentina entraria em consulta formal para se tornar mercado emergente, o que poderia atrair cerca de US$ 5 bilhões em ações locais; a Balanz Capital aposta que o país permanecerá em Standalone.
- O mercado argentino tem mostrado recuperação desde o início do governo de Javier Milei, com o índice S&P Merval perto de máxima em 17 meses em dólares.
- A MSCI pode sinalizar movimentos já nesta quinta-feira, ao divulgar a revisão anual de acessibilidade de mercados, antes do relatório da próxima semana.
- Segundo o Morgan Stanley, uma promoção a emergente daria peso de 0,28% no índice de emergentes e 4,1% no índice da América Latina; entradas de estrangeiros em ETFs ligados à Argentina já ocorreram neste ano.
A MSCI decidirá na próxima semana se mantém a Argentina na categoria Standalone ou se inicia consultas para elevar o país a mercado emergente. A revisão de classificação será divulgada em 23 de junho, segundo informações apuradas pela Bloomberg Línea.
A possibilidade de mudança é vista como potencial gatilho para fluxo de recursos. O Morgan Stanley projeta que a Argentina entraria em consulta formal para se tornar emergente, atraindo cerca de US$ 5 bilhões para as ações locais.
Mesmo com o volume diário de negociação ainda baixo, estimado em menos de US$ 60 milhões,analistas da Balanz Capital avaliam a probabilidade de a Argentina permanecer na Standalone. A recomendação varia entre casas de investimento.
Perspectivas e impactos
O Morgan Stanley aponta que, se promovida, a Argentina ganharia peso de 0,28% no índice de mercados emergentes e 4,1% no índice da América Latina. A maior demanda ficaria com ações dos setores financeiro e de energia.
A última vez que a MSCI elevou a Argentina ao status de emergente foi em 2018, sob Mauricio Macri. O retorno durou pouco, com novas restrições de capital em 2019 e a queda do país para Standalone desde 2021.
O governo Milei tem feito reformas que reduziram controles de câmbio e facilitaram remessas de dividendos. Ainda há limitações para investidores estrangeiros, o que mantém cautela entre gestores. A decisão pode sinalizar futuras mudanças.
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