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RS prevê R$ 192 milhões para retirada de moradores de áreas de risco no Taquari

Decreto destina 192 milhões para desocupação de áreas de risco em nove cidades do Vale do Taquari, com etapas de requalificação urbana

Foto: Defesa Civil RS / Porto Alegre 24 horas
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  • Governo do Rio Grande do Sul assinou decreto para investir 192 milhões de reais na retirada de moradores de áreas de risco em nove municípios do Vale do Taquari.
  • Recurso é a primeira etapa do Plano Integrado de Requalificação Urbanística do Vale do Taquari e destina-se à compensação financeira pelas desocupações.
  • Municípios contemplados: Arroio do Meio, Colinas, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado, Muçum, Roca Sales e Venâncio Aires; Estrela recebe a maior fatia, com 56,7 milhões de reais.
  • Plano prevê novas fases de requalificação, incluindo parques lineares e outras intervenções urbanísticas, após a desocupação e limpeza das áreas.
  • Zonas de arraste mapearam 32 áreas em 17,61 quilômetros quadrados, com 2.261 terrenos elegíveis; pagamento das compensações ocorre após homologação estadual, com transferência de posse ao poder público.

O governo do Rio Grande do Sul assinou um decreto que prevê investimento de R$ 192 milhões para a retirada de moradores de áreas de risco no Vale do Taquari. A ação integra a primeira etapa do Plano Integrado de Requalificação Urbanística do Vale do Taquari (PIR) e destina compensação financeira pelas desocupações.

Ao todo, nove municípios serão contemplados: Arroio do Meio, Colinas, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado, Muçum, Roca Sales e Venâncio Aires. Estrela recebe a maior fatia, com R$ 56,7 milhões, seguida por Encantado (R$ 39,4 milhões) e Arroio do Meio (R$ 31,1 milhões).

Após a retirada das famílias, o plano prevê a limpeza das áreas e etapas de requalificação, incluindo parques lineares e intervenções urbanísticas. As “zonas de arraste” foram mapeadas a partir de planos diretores municipais, totalizando 32 áreas de risco.

No total, 2.261 terrenos são elegíveis, com presença de edificações em parte dos casos. A maior parte dos imóveis fica em área urbana; há ainda terrenos sem construção e propriedades rurais incluídas no mapeamento.

O processo não estabelece exigência de renda, mas restringe beneficiários a não terem sido atendidos por outros programas habitacionais. Prefeituras encaminharão listas que serão homologadas pelo governo estadual.

Após a assinatura, o pagamento das compensações ocorre com transferência simultânea da posse dos imóveis ao poder público. O valor médio por unidade é de cerca de R$ 88 mil, variando entre R$ 25 mil e R$ 240 mil.

A iniciativa também integra o Projeto RioS, vinculado ao Plano Rio Grande, com estudos sobre bacias hidrográficas em dezenas de municípios gaúchos.

Moradia, trânsito e educação: desdobramentos esperados

A execução do PIR permitirá futuras intervenções urbanísticas, com foco na redução de riscos de desastres. As mudanças devem abrir espaço para uso público e melhoria da infraestrutura local.

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