- Moody’s atribuiu nota Baa1 à SpaceX em 18 de junho, após a estreia na Nasdaq na semana anterior, impulsionada pelo IPO.
- Fitch concedeu BBB+ e destacou que as barreiras para concorrentes são praticamente intransponíveis.
- Motivos: ausência de concorrentes capazes de disputar espaço com a SpaceX e risco financeiro compensado pela atuação da empresa.
- Moody’s enfatizou a força da Starlink e contratos com o governo americano como pilares de receita recorrente e estabilidade; a capacidade de IA terrestre amplia a diversificação de receitas.
- A S&P excluiu da nota os planos de colonização da Lua e viagens a Marte, por não serem quantificáveis no momento.
A SpaceX recebeu grau de investimento das três maiores agências de risco. Moody’s atribuiu Baa1 e Fitch concedeu BBB+ à empresa de Elon Musk, após a estreia na Nasdaq na semana passada, impulsionada pelo IPO recente. A decisão reflete avaliação positiva do mercado.
A Moody’s aponta força da Starlink e contratos com o governo dos EUA como pilares das notas. A rede de internet via satélite gera receita recorrente, enquanto acordos com a NASA fortalecem a estabilidade de longo prazo.
A Fitch destaca que barreiras à entrada são praticamente intransponíveis para concorrentes, dentro do horizonte de avaliação. A agência ressalta fatores de qualidade de créditos e de execução da SpaceX.
Notas das agências
O relatório conjunto aponta riscos financeiros, porém compensa com proteção via contratos governamentais e fontes de renda estáveis. A avaliação considera a presença de receita de IA em uso comercial.
Planos para Marte e Lua
A S&P não vincula as operações de colonização de Marte e de exploração lunar às notas creditícias. A agência afirma que tais projetos ainda são incertos quanto a custos e cronogramas.
Analistas indicam potencial necessidade de financiamento de longo prazo caso esses planos avancem, sem indicar impacto imediato nas avaliações atuais. A comunicação das agências frisa cautela sobre cenários futuros.
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