- O Spotify afirma que streams artificiais afetam menos de 1% dos acompanhamentos na plataforma e usa mecanismos como filtros de spam, créditos/autodeclaração de uso de IA e políticas de personificação para combater fraudes.
- A empresa trabalha para educar artistas e prevenir golpes, em parceria com a Music Fight Fraud Alliance, para reduzir riscos de fraudes e faz conscientização constante.
- No último ano, o Spotify pagou cerca de US$ 11 bilhões à indústria musical, com aproximadamente metade destinada a artistas independentes e suas gravadoras.
- A América Latina representa 23% das assinaturas globais, com crescimento de 70% ao ano; o Brasil é núcleo desse movimento e o português é um dos idiomas de maior expansão, com 16 idiomas no top 50 em 2024.
- Entre novidades, o serviço Reserved, testado nos Estados Unidos, pretende reservar dois ingressos para shows com base no consumo do usuário, e a plataforma continua expandindo produtos como podcasts em vídeo e audiolivros.
O Spotify está fortalecendo a defesa contra fraudes geradas por IA para proteger a receita da indústria musical, estimada em US$ 11 bilhões. A empresa afirma que streams artificiais correspondem a menos de 1% do total na plataforma, e que investe em contramedidas para reduzir impactos.
Bryan Johnson, diretor de artistas e parcerias, disse que a IA pode impulsionar abusos como spams de streams, mas a ferramenta também pode liberar o potencial da tecnologia. Em entrevista à Bloomberg Línea, ele destacou a necessidade de proteger o ecossistema.
Para mitigar riscos, o Spotify atua com filtros de spam, créditos e autodeclaração para uso de IA, visibilidade de informações ao usuário e políticas de personificação para evitar clonagem de vozes. A estratégia é apoiar a inovação sem abrir espaço a fraudes.
Johnson reforçou que o problema não é a IA em si, e sim o que ela pode acelerar, como streams artificiais e golpes de fraude. A empresa também trabalha com a Music Fight Fraud Alliance para conscientização de artistas.
Em 2024, a plataforma pagou cerca de US$ 11 bilhões à indústria musical, com aproximadamente metade destinada a artistas independentes e suas gravadoras. O objetivo é manter a integridade do ecossistema de direitos autorais.
Efeito América Latina
A América Latina responde por 23% das assinaturas globais e registra crescimento anual de 70%, um dos mais fortes da companhia. O Brasil é destaque nesse movimento de expansão cultural.
O país foi pivotal desde o lançamento da plataforma em 2014, com impacto de exportação cultural que vai do reggaeton a artistas como Anitta. O português hoje está entre os idiomas de maior crescimento no serviço.
Em 2024, a receita gerada por músicas em português cresceu 26% em um ano e 51% em 24 meses. A estimativa para 2025 aponta royalties de cerca de R$ 2 bilhões para artistas brasileiros.
Johnson afirmou que a América Latina demonstra como a música pode ultrapassar fronteiras, levando culturas locais ao palco global. A empresa busca continuar expandindo atributos de negócio, como podcasts em vídeo e audiolivros.
Novidades em teste nos EUA
Nos Estados Unidos, a empresa testa o serviço Reserved para assinantes premium. O recurso permite reservar dois ingressos para shows de artistas mais ouvidos, com base no histórico de consumo.
A iniciativa ilustra a estratégia de conectar fãs a experiências reais, além de avanços em IA para melhorar serviços. A Spotify destaca que o uso da IA deve trazer benefícios sem comprometer a confiança dos usuários.
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