- O Índice de Transição Energética (ETI) caiu 0,76% de 2025 para 2026, a maior queda em mais de uma década.
- A nota global ficou em 57,3 pontos, praticamente estável, com variação de apenas 0,03% em relação ao ano anterior.
- O subíndice de desempenho de sistemas subiu 0,43%, enquanto a área de segurança caiu 0,9%.
- O subíndice de preparo para a transição, que representa quarenta por cento da nota, registrou as piores reduções em 2026, prejudicando o avanço da transição.
- O Brasil ficou em 17º lugar, com 66,4 pontos, líder na América Latina, ficando atrás de China e Reino Unido e registrando queda de 0,8% no índice total.
O Fórum Econômico Mundial divulgou o relatório anual do Índice de Transição Energética (ETI), feito em parceria com a Accenture. A edição mostra que a capacidade global de implementar energia limpa caiu 0,76% de 2025 para 2026. O recuo é o maior em mais de uma década. O estudo acompanha 120 países com 44 indicadores, em uma escala de zero a cem.
A média global ficou em 57,3 pontos, estável em relação a 2025 (variação de apenas 0,03%). O resultado indica que o fluxo de investimentos já não é suficiente para acelerar a transição rumo a uma matriz energética menos poluente. Riscos de segurança, restrições de investimento e gargalos de infraestrutura aparecem como entraves.
O ETI é dividido em dois subíndices. O desempenho de sistemas representa 60% da nota e registrou alta de 0,43% em relação a 2025, impulsionado por ganhos de sustentabilidade, equidade e segurança. Já a componente de preparo, com 40% da avaliação, registrou as maiores quedas.
O subíndice de preparo engloba finanças, regulação, educação, infraestrutura e inovação. Esses indicadores sofreram as maiores retrações em 2026, neutralizando os avanços observados no desempenho de sistemas. O relatório ressalta que o caminho da transição pode estar se tornando negativo.
Roberto Bocca, diretor do Centro de Energia e Materiais do Fórum, afirma que a transição não retrocede, mas se fragmenta. Para retomar o ritmo, ele aponta a necessidade de bases mais sólidas, redes mais resilientes e capital alinhado a mercados com maior demanda.
Entre as prioridades apontadas estão: incorporar segurança e resiliência desde o início dos projetos; acelerar a expansão da rede elétrica e da capacidade de integração; e tornar mais atrativos os investimentos com regulações estáveis e fluxos direcionados a países emergentes.
Na liderança do ETI, a Suécia se mantém pelo terceiro ano consecutivo, com 75,3 pontos. Finlândia, Dinamarca, Estônia e Noruega completam as cinco primeiras posições. O Brasil figura na 17ª posição, com 66,4 pontos, mantendo a liderança na América Latina.
O país fica acima dos Estados Unidos (65,9) e abaixo da China (66,9) e do Reino Unido (68,2). O relatório aponta uma redução de 4% no preparo da economia brasileira para a transição energética, com queda de 0,8% no índice geral em relação a 2025.
Panorama global e Brasil
A lista dos 20 primeiros inclui Suécia, Finlândia, Dinamarca, Estônia e Noruega. Entre os 20 melhores, o Brasil aparece na posição 17, seguido por países como Romênia, Estados Unidos e Chile. Entre os 20 com menor desempenho, há nações da África, Ásia e América Central.
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