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Análise aponta Brasil entre os menos competitivos para atrair investimentos

Brasil cai para 65º entre 70 nações no ranking de competitividade; custo de capital e educação aparecem como entraves críticos, mesmo com crescimento

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  • O Brasil caiu para a 65ª posição no ranking de competitividade entre 70 países deste ano, sete posições abaixo da anterior.
  • O levantamento analisa cerca de 300 aspectos, incluindo educação, custo de capital, desempenho do governo e das empresas.
  • Entre os destaques estão Singapura, Hong Kong, Suíça, Taiwan, Emirados Árabes, Dinamarca, Irlanda, Países Baixos, Suécia e Estados Unidos.
  • O Brasil é mais fraco nesses pilares, o que dificulta atrair investimentos, gerar empregos e manter crescimento, mesmo com emprego em patamar baixo.
  • A analista afirma que o custo de capital é um problema estratégico difícil de reverter e que, sem educação de qualidade, o país não atinge um crescimento sustentável; previsibilidade também é destacada como vantagem dos países melhores posicionados.

O Brasil caiu sete posições no ranking mundial de competitividade deste ano, indo da 58ª para a 65ª posição entre 70 países. O estudo aponta o país entre os menos atrativos para investimentos, criação de empresas e geração de empregos.

Segundo a analista de Economia da CNN, Lucinda Pinto, o ranking mede a capacidade dos países de se tornarem ambientes favoráveis aos negócios, incluindo atrair investimento, empresas e empregos. O recorte é técnico e institucional.

O levantamento analisa 300 aspectos, entre eles qualidade da educação, custo de capital, desempenho do governo e das empresas. Países que lideram são Singapura, Hong Kong, Suíça, Taiwan e Estados Unidos, entre outros.

O que explica a posição brasileira

Pinto ressalta que as nações com boa colocação costumam ter educação de alta qualidade, forte investimento em tecnologia e menor custo de capital. O Brasil é apontado como fragilizado nesses pilares, o que freia o crescimento sustentável.

Ainda segundo a analista, o custo de capital é um problema estratégico para o Brasil, com dificuldade de reversão. A educação de qualidade é vista como fator crucial para melhorar a produtividade e atrair investimentos de longo prazo.

Ela destaca que, apesar de um período de crescimento econômico e menor desemprego, o país não conseguiu desenvolver outros aspectos essenciais para a competitividade. A previsibilidade institucional também aparece como ponto-chave.

Visão de futuro e mudanças necessárias

Países com boa posição no ranking costumam ter planejamento de longo prazo e visão de futuro clara. Segundo a especialista, isso é algo que, na avaliação atual, falta ao Brasil para sustentar o avanço econômico.

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