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Anfavea pede que governo não prorrogue benefícios a montadoras chinesas

Anfavea cobra que governo mantenha a cobrança de 35% sobre veículos elétricos e híbridos importados, com início em julho e impacto em empregos e arrecadação

Homem usando capacete azul e colete refletivo caminha sobre grama em frente a muro branco com logo vermelho da BYD e faixas verticais nas cores azul, verde e amarelo.
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  • A Anfavea pediu ao presidente Lula e aos ministros que o governo não renove benefícios para montadoras chinesas e mantenha a cobrança de 35% sobre veículos elétricos e híbridos importados a partir de julho.
  • A BYD pressiona pela prorrogação do início da cobrança, enquanto a Anfavea defende não adiar o regime de tarifa.
  • A Câmara de Comércio Exterior (Camex) pode discutir, no dia 23, a liberação ou não das cotas para importação de veículos elétricos livres de imposto, que expiraram em janeiro.
  • Quando as cotas estavam ativas, a BYD conseguia montar carros no Brasil com peças importadas sem aplicar impostos; agora o cenário muda com a cobrança de 35% sobre importação.
  • A Anfavea aponta que houve aumento expressivo nos emplacamentos de veículos eletrificados importados entre 2023 e 2025 e ressalta impactos na arrecadação e na geração de empregos no Brasil.

A Anfavea enviou um ofício ao presidente Lula e a ministros cobrando o restabelecimento da cobrança de 35% sobre veículos elétricos e híbridos importados. A medida está prevista para entrar em vigor em julho.

A entidade afirma que a taxa é essencial para proteger a indústria nacional e evitar prejuízos à arrecadação e aos empregos. O movimento ocorre no contexto de pressão da BYD para manter benefícios fiscais.

A BYD tem defendido a prorrogação de incentivos, enquanto a Camex pode discutir, na próxima terça, a liberação de cotas para importação de veículos elétricos livres de imposto, que expiraram em janeiro.

Os benefícios anteriores foram concedidos após pressão de Rui Costa, então ministro da Casa Civil, e são contestados por integrantes do Ministério da Fazenda e do MDIC, que apresentam ceticismo quanto aos impactos.

A Anfavea sustenta que as cotas favoreceram a montagem local de veículos importados, não a geração de empregos nacionais, citando um aumento de emplacamentos de veículos eletrificados importados entre 2023 e 2025.

Como parte da análise, o setor cita exemplos de proteção à indústria em outros países, como Estados Unidos e União Europeia, destacando a importância de manter o cronograma de recomposição tarifária para empregos qualificados.

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