- A Anfavea reagiu à pressão das fabricantes chinesas por volta de cotas de veículos elétricos sem IPI no Brasil.
- A entidade defende a manutenção das regras atuais, afirmando que as cotas estimulam produção, venda de tecnologia limpa e protegem a indústria nacional.
- A China busca flexibilizar as cotas para facilitar a entrada de seus carros no mercado brasileiro.
- O governo avalia retomar as cotas de kits CKD e frear a alta de impostos prevista para julho.
- A Anfavea disse que continuará o diálogo com o governo e com as fabricantes para buscar soluções que beneficiem o setor.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reagiu nesta quinta-feira à pressão das fabricantes chinesas por novas cotas de carros elétricos no Brasil. A entidade defende a manutenção das regras atuais, enquanto o governo avalia retomar as cotas de kits CKD e frear a alta de impostos prevista para julho.
Segundo a Anfavea, as cotas visam estimular a produção e a venda de veículos de tecnologia limpa no país e proteger a indústria nacional de concorrência desleal. A posição foi apresentada como essencial para o desenvolvimento do setor diante de incertezas econômicas.
A entidade afirma ainda que qualquer alteração deve ser avaliada com cautela, levando em conta os interesses do setor e do país. A pressão chinesa busca flexibilizar as regras para facilitar a entrada de seus produtos no mercado brasileiro.
A Anfavea reiterou que o governo observa a possibilidade de restabelecer as cotas de CKD, veículos parcialmente montados no Brasil, além de buscar frear a alta de impostos prevista para julho. A medida pode impactar preços e competitividade.
Contexto
A disputa envolve um peso significativo das fabricantes chinesas no mercado local de elétricos, que pressionam por regras menos rígidas. A Anfavea destaca a importância de preservar a proteção à indústria nacional.
A entidade ressalta que o modelo de cotas, implantado para apoiar a produção nacional, deve ser mantido até que haja clareza sobre impactos econômicos e fiscais. A cooperação entre governo e indústria é vista como essencial.
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