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Azul: economia de R$3 mi/mês se passageiros perderem 2 kg, diz CEO

CEO da Azul diz que, se passageiros perderem dois quilos, a empresa economizaria R$ 3 milhões por mês em combustível, em meio à guerra no Irã

O CEO da Azul, John Rodgerson
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  • O CEO da Azul, John Rodgerson, disse que a empresa economizaria R$ 3 milhões por mês se cada passageiro perdesse 2 quilos.
  • Segundo ele, voos com menos peso gastam menos combustível, o que já gera economia para a companhia.
  • Rodgerson atribuiu parte da elevação do preço do combustível ao impacto da guerra no Irã, e afirmou que as pessoas estão mais dispostas a viajar.
  • A Azul já cortou cerca de 5% da sua capacidade, incluindo voos internacionais, regionais e operações em grandes aeroportos.
  • A Iata projeta lucro global das companhias aéreas em US$ 23 bilhões em 2026, metade do previsto para 2025.

O CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou em 9 de junho, durante evento promovido pelo Itaú BBA e pela Pague Menos, que a empresa economizaria cerca de R$ 3 milhões por mês se cada passageiro perdesse 2 quilos. O tema foi o impacto do emagrecimento populacional nos custos das companhias aéreas.

Rodgerson explicou que o custo do combustível é o mais alto entre os itens de operação e que dobrou nos últimos três meses por causa da guerra no Irã. Segundo ele, menos peso nos aviões implica menor consumo de combustível e, portanto, economia para a empresa.

A Azul já vinha simulando ganhos com o peso dos passageiros, segundo o executivo. Com menos peso, as aeronaves gastam menos combustível nos voos, o que pode se refletir em redução de custos para a companhia.

O chefe da Azul comentou ainda que as pessoas estão mais confiantes em viajar e que, ao reduzirem o peso, passam a consumir menos durante o voo, o que inclui menos consumo de balas e de itens de bordo.

O preço do QAV, combustível de aviação, tem sido uma das principais preocupações para as aéreas brasileiras desde o início da guerra no Irã. Dados da Anac mostram alta de mais de 40% no custo por litro em abril.

Atualmente, o QAV representa cerca de 40% dos gastos operacionais das companhias aéreas, peso que pesa nos balanços há anos, diante de tarifas e custos variáveis.

Em junho, Rodgerson informou à Folha que a Azul cortou aproximadamente 5% de sua capacidade, abrangendo voos internacionais, domésticos e regionais, incluindo operações em grandes aeroportos do país.

A Iata projecta lucro das companhias aéreas em US$ 23 bilhões para 2026, frente US$ 45 bilhões em 2025. A previsão considera empresas de todos os continentes, com queda significativa frente ao ciclo anterior.

Segundo a associação, o recuo de lucros reflete o aumento persistente de custos, principalmente com combustível, e a desaceleração de demanda em algumas regiões, agravando o cenário para o setor.

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