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Banco do Japão alerta sobre risco de inflação e sinaliza elevação de juros

Banco do Japão alerta que a inflação pode superar 2% e sinaliza novo aumento de juros ainda neste ano, com reunião em julho

O líder do partido Sanseito do Japão, Sohei Kamiya, discursa durante o comício do partido em Tóquio, Japão, em 21 de julho de 2025, um dia após a eleição para a câmara alta. REUTERS/Kim Kyung-Hoon
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  • O vice-presidente do Banco do Japão, Ryozo Himino, afirmou que a inflação pode ultrapassar a meta de 2% e alertou para o risco de atrasar o aperto monetário.
  • Ele sinalizou a firmeza em continuar elevando os custos dos empréstimos e reforçou que o mercado espera novo aumento da taxa neste ano.
  • A taxa já subiu para 1%, o maior nível em 31 anos, apoiada pela elevação dos custos de importação com o iene fraco e o petróleo em alta devido ao conflito no Oriente Médio.
  • A ata da reunião de abril mostrou divergências entre membros, com alguns defendendo acelerar o ritmo de aumentos, incluindo uma posição favorável a altas a cada poucos meses.
  • A próxima reunião de política monetária ocorre em julho, quando o Banco do Japão apresentará novas projeções de crescimento e inflação.

O vice-presidente do Banco do Japão (BoJ), Ryozo Himino, afirmou nesta sexta-feira que a inflação pode superar a meta de 2% e alertou sobre os riscos de demorar a subir a taxa de juros. Ele enfatizou a necessidade de resposta rápida a choques de preços para evitar impactos na economia.

As declarações reforçam a expectativa de que o BoJ aumente a taxa de juros novamente neste ano. A instituição já elevou o juro para 1% na terça, o maior nível em 31 anos, citando pressões de custos com o iene fraco, importações e o petróleo em meio a conflitos no Oriente Médio.

A ata da reunião de abril mostrou que parte da diretoria defendia acelerar o ritmo de altas, com um membro defendendo aumentos a cada poucos meses. Himino destacou que a inflação no atacado tem se acelerado conforme as empresas repassam custos.

O presidente do BoJ destacou que a inflação subjacente pode divergir para acima de 2% caso os choques de oferta persistam. Ele alertou que atrasos na resposta podem prejudicar a economia e mencionou a necessidade de avaliar impactos de demanda nos últimos movimentos de preços.

Himino observou ainda que o banco monitora de perto a fraqueza do iene, reconhecendo que a moeda é um dos principais determinantes da economia e da inflação. O BoJ voltará a se reunir em julho, quando apresentará novas previsões de crescimento e inflação.

Perspectivas e próximos passos

  • A reunião de política monetária de julho deve definir diretrizes e novas projeções do BoJ.
  • Analistas aguardam sinais sobre o ritmo dos próximos aumentos de juros e o papel do iene na trajetória inflacionária.
  • A comunicação oficial do banco buscará equilibrar o controle da inflação com o suporte ao crescimento econômico.

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