- Bancos centrais dizem que acordo de paz provisório entre EUA e Irã trará alívio apenas parcial à inflação global.
- Preços do petróleo recuaram para cerca de US$ 76 o barril, mas inflação permanece elevada e com algum risco de alta.
- Banco da Inglaterra manteve a taxa em 3,75% e o presidente Andrew Bailey sinalizou possibilidade de alta caso a inflação suba.
- Greg Warsh, novo presidente do Federal Reserve, deixou claro que combater a inflação é prioridade, alimentando expectativas de alta de juros.
- Inflação nos EUA segue pressionada pelo núcleo, com PCE núcleo em 3,3% em abril e projeção de manter em nível próximo a 3,6% para o ano.
O acordo de paz provisório entre Estados Unidos e Irã foi visto pelos bancos centrais como um alívio parcial para a inflação global. Economistas ressaltam que o efeito sobre os preços ainda é limitado e que riscos inflacionários persistem. Mercados reagiram com queda temporária do petróleo, mas a incerteza permanece.
Nos EUA, o Federal Reserve sinalizou que combater a inflação continua prioridade, com expectativa de manter ou elevar juros diante de pressões inflacionárias persistentes. O novo presidente do Fed enfatizou o objetivo de reduzir a inflação para 2%.
No Reino Unido, o Banco da Inglaterra manteve a taxa básica em 3,75% nesta quinta-feira, mas o presidente Andrew Bailey avisou que há espaço para alta caso a inflação volte a subir. O comitê não descarta novos aumentos.
Mercados e perspectivas indicam que o preço do petróleo caiu após o acordo, para cerca de US$ 76 o barril, com expectativa de tráfego mais estável pelo estreito de Hormuz. Mesmo assim, os preços de energia podem permanecer pressionados.
Bancos centrais de outras economias, como Austrália e Japão, também destacaram riscos de oferta global ligados ao conflito. O BCE elevou a taxa em 0,25 ponto percentual para 2,25%, citando inflação acima da meta mesmo com possível normalização dos preços do petróleo.
Perspectivas para o fim do ano indicam inflação ainda elevada em várias economias, com o núcleo da inflação nos EUA mostrando endurecimento, e projeções apontando inflação global em torno de 3% em 2026. Analistas aguardam próximos movimentos de política monetária.
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