- Brasil caiu para a 65ª posição no Ranking Mundial de Competitividade 2026 do IMD, pior patamar dos últimos anos e quedas importantes em diversas áreas; são 70 países avaliados.
- Entre os fatores que recuaram: Práticas de Gestão, Economia Doméstica, Preços, Produtividade e Eficiência, Política Tributária, Infraestrutura Tecnológica e Mercado de Trabalho; desempenho econômico passou de 30º para 36º; eficiência governamental de 68º para 69º; eficiência empresarial de 56º para 67º; infraestrutura de 58º para 61º.
- No ranking geral, os melhores colocados são: 1º Cingapura, 2º Hong Kong, 3º Suíça, 4º Taiwan, 5º Emirados Árabes Unidos, 6º Dinamarca, 7º Irlanda, 8º Holanda, 9º Suécia e 10º Estados Unidos; os piores incluem 64º Gana e 65º Brasil, seguidos por 66º Botsuana, 67º Mongólia, 68º Nigéria, 69º Namíbia e 70º Venezuela.
- Congresso analisa a extinção da escala 6 X 1 na jornada de trabalho; governo afirma que pode beneficiar pequenos negócios, mas entidades empresariais alertam para aumento de custos e impacto a micro e pequenas empresas.
- Estimativas indicam aumentos de custo da mão de obra para a jornada de 40 horas: até 12,7% no comércio e até 17,57% em cenários mais amplos; indústria também seria impactada, especialmente empresas de menor porte.
O Brasil caiu para a 65ª posição no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center. A queda envolve 70 países pesquisados, marcando o pior desempenho brasileiro dos últimos anos. O raking 2025 aponta 58º lugar para o país.
Segundo o levantamento, o retrocesso ocorreu em áreas como Práticas de Gestão, Economia Doméstica, Preços, Produtividade e Eficiência, Política Tributária, Infraestrutura Tecnológica e Mercado de Trabalho. Desempenhos específicos caíram entre 4 e 11 posições.
Em números, o desempenho econômico passou de 30º para 36º; a eficiência governamental subiu de 68º para 69º; a eficiência empresarial caiu de 56º para 67º; a infraestrutura recuou de 58º para 61º. Entre os melhores, Cingapura lidera e entre os piores, o Brasil figura na 65ª posição.
Fim da 6 X 1
O Congresso analisa a eventual extinção da escala 6 X 1 na jornada de trabalho. A medida não é certeza de aumento de produtividade e divide técnicos e associações empresariais.
Dados do Observatório da Produtividade, da Ibre FGV, indicaram que a eficiência do trabalho avançou 0,4% em 2025, repetindo 2024, e ficou abaixo de 2,3% verificados em 2023. Na prática, ganhos vieram apenas da agropecuária; indústria e serviços apresentaram retração.
O governo sustenta que a mudança pode beneficiar pequenos negócios e estimular o consumo, enquanto entidades empresariais alertam sobre custos maiores e possível pressão de preços. A repercussão tende a afetar micro e pequenas empresas, que geram grande parcela dos empregos formais.
Economistas e líderes de entidades como CNDL, CNC, CNI indicam que os efeitos não são apontados pelos dados disponíveis. O debate envolve impactos sobre salário, custos de mão de obra e competitividade do varejo e da indústria.
Estudos citados por líderes empresariais sugerem aumentos de custo de até 12,7% no comércio para jornadas de 40 horas, com cenários maiores em outros setores. Em pequenas empresas, o custo pode chegar a 13% na indústria para firmas com até 9 empregados, potencialmente elevando preços de produtos básicos.
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