- Brasil caiu sete posições e ficou na 65ª posição entre 70 economias avaliadas pelo IMD World Competitiveness Center em 2026.
- Cresceu a deterioração em todos os pilares: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura.
- A maior queda foi na eficiência dos negócios (perdeu 11 posições); o desempenho econômico recuou seis posições, mantendo-se como o melhor pilar do país (36ª).
- Custos de capital e educação básica aparecem na última posição global, assim como níveis altos de endividamento corporativo e baixa produtividade da força de trabalho.
- No topo, Singapura lidera; na lanterna estão Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela.
O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, ficando em 65º lugar entre 70 economias. O levantamento é feito pelo IMD World Competitiveness Center, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). A divulgação foi baseada em dados estatísticos e percepções de executivos sobre o ambiente de negócios.
O recuo representa a pior marca já registrada pelo país nos anos recentes. Em 2025, o Brasil havia ficado em 58º, voltando a oscilar entre os indicadores de competitividade e atingindo o menor desempenho desde 2017.
A apuração envolve 341 indicadores. A avaliação brasileira é feita com apoio do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da FDC, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. A diferença entre números oficiais e percepções é uma das características do estudo.
A posição brasileira em 2026 o coloca como o sexto pior entre as 70 economias analisadas. Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela aparecem atrás do Brasil no ranking final. O país manteve o patamar na parte inferior da tabela ao longo da década.
Desempenho por pilares
A piora ocorreu em quatro grandes pilares: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. A maior queda foi na eficiência dos negócios, com perda de 11 posições. O desempenho econômico caiu seis degraus.
Mesmo assim, o desempenho econômico continua sendo o melhor pilar do Brasil no ranking, na 36ª posição. A eficiência governamental e a infraestrutura apresentaram deterioração contínua desde 2022, segundo a metodologia.
Entre os pontos fortes, o estudo aponta a capacidade de gerar empregos no longo prazo, em quinto lugar. Também destacam-se subsídios governamentais, participação de energias renováveis na matriz energética, fluxo de investimento direto estrangeiro e atividade empreendedora inicial, com posições entre o quinto e o oitavo lugar.
Custo de capital e educação na lanterna
O estudo aponta o Brasil na última posição global em custo de capital, educação básica, endividamento corporativo e produtividade da força de trabalho. O custo de capital é associado a juros elevados que encarecem investimentos e reduzem a previsibilidade financeira.
A qualificação da mão de obra é citada como gargalo. O Brasil figura entre os piores em educação e competências financeiras, o que agrava dificuldades no desenvolvimento de capital humano e inovação.
Singapura na liderança
No topo da lista, Singapura assumiu a liderança após ficar em segundo em 2025, com ambiente de negócios estável e instituições fortes. Hong Kong, Suíça e Taiwan aparecem entre os primeiros. Os Emirados Árabes Unidos aparecem em quinto, com melhor desempenho econômico entre as 70 economias. Dinamarca, Países Baixos e Suécia completam o grupo dos dez primeiros.
Na outra ponta, fecham a lista Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela. O ranking completo reúne dados de 70 economias avaliadas neste ano.
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