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Brasil teve menor alta de combustível que EUA no conflito

Brasil teve menor alta de gasolina e diesel que os EUA frente ao choque do petróleo; etanol caiu com a safra, e medidas emergenciais foram insuficientes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • Entre 23 de fevereiro e 8 de junho, a gasolina no Brasil subiu 4,9%, frente à média global de 17,5% e aos 36,1% nos Estados Unidos.
  • No diesel, o Brasil registrou alta de 13,6%, contra 23,3% mundial e 36,8% nos EUA.
  • O etanol hidratado caiu 7,3% no Brasil, com o início da safra 2026/2027 e maior oferta.
  • O levantamento é do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), e considera o período do conflito envolvendo Irã.
  • Medidas emergenciais foram importantes, mas consideradas insuficientes; recomenda-se fortalecer a Petrobras, ampliar capacidade de refino e ampliar a presença na cadeia de abastecimento.

O Brasil registrou a menor alta de preços de combustível entre os países em conflito com o Irã, segundo estudo do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra). O levantamento analisa 23 de fevereiro a 8 de junho.

Entre esses dias, a gasolina subiu 4,9% no Brasil, frente a uma média mundial de 17,5%. Nos Estados Unidos, o aumento ficou em 36,1%. No diesel, o Brasil teve alta de 13,6%, enquanto a média global foi de 23,3% e os EUA registraram 36,8%.

O estudo envolve períodos de início das operações aéreas contra o Irã, a paralisação da rota no Estreito de Ormuz e o início de negociações diplomáticas para encerrar o conflito. Dados também mostram evolução de preços em Argentina e outros mercados.

Etanol caiu com início da safra

O etanol hidratado brasileiro recuou 7,3%, acompanhando o start da safra 2026/2027 e o aumento da oferta, segundo o Ineep no Boletim de Preços dos Combustíveis divulgado nesta quinta-feira.

Medidas emergenciais foram importantes, mas insuficientes

O instituto avaliou que as medidas adotadas para conter o choque do petróleo foram relevantes, mas não bastaram para enfrentar vulnerabilidades estruturais do setor.

Para reduzir a volatilidade, o Ineep aponta necessidade de estratégia de longo prazo: fortalecer a Petrobras, ampliar a capacidade de refino e recompor a presença da empresa na cadeia de abastecimento, especialmente na distribuição.

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