- A partir de 20 de junho, a carne bovina australiana exportada para a China passa a pagar sobretaxa de 55% sobre volumes acima da cota anual de 205 mil toneladas.
- A medida foi acionada após os embarques alcançarem o teto, conforme anúncio do Ministério do Comércio da China feito na sexta-feira.
- Em 2025, as exportações australianas para a China superaram 300 mil toneladas, o maior patamar em seis anos, com produção australiana recorde no ano passado.
- Em 2026, a cota de 205 mil toneladas foi esgotada antes da metade do ano, mantendo a pressão para realocar as vendas a outros mercados.
- O Brasil enfrenta situação semelhante, com possibilidade de também ver a cota chinesa esgotar antes do meio de 2026, o que pode levar à cobrança da mesma sobretaxa de 55%.
A partir de 20 de junho, a carne bovina australiana exportada para a China ficará sujeita a uma sobretaxa de 55%, além dos impostos já vigentes. A medida vale sobre volumes acima da cota anual fixada por Pequim.
A sobretaxa foi acionada quando os embarques atingiram o teto de 205 mil toneladas, estabelecido em dezembro como parte de restrições a principais fornecedores de carne vermelha, incluindo Brasil e Argentina. O Ministério do Comércio da China confirmou o procedimento.
Exportações australianas bateram recordes recentemente, com mais de 300 mil toneladas enviadas à China em 2025, o maior patamar em seis anos. Em 2026, a cota de 205 mil toneladas foi atingida antes da metade do ano.
A China mantém o limite de importação para controlar o setor pecuário nacional, dizem analistas. O governo australiano tem pressionado por suspensão da cota, mas não há sinal de recuo por parte de Pequim.
Produtores e especialistas australianos veem potencial de redirecionar parte das exportações para novos mercados. A demanda na Ásia continua firme, ajudada por um efetivo consumo de carne bovina na região.
Brasil enfrenta cenário similar, com possibilidade de esgotar a própria cota antes da metade de 2026, conforme levantado pela Bloomberg. Se confirmado, a sobretaxa de 55% poderá também afetar as exportações brasileiras.
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