- O cenário global de juros mais altos, impulsionado por choques da guerra no Oriente Médio, é um alerta para o Brasil.
- O país tem dívida crescente; o custo de não adotar austeridade tende a subir.
- Será necessário reforçar a política fiscal no curto prazo e apresentar um plano estrutural para o médio e longo prazo.
- As avaliações são do economista-chefe do Citi Brasil, Leonardo Porto, em entrevista ao Valor.
- A análise foi feita após a 18ª Citi Brazil Equity Conference.
O cenário global de juros mais altos, impulsionado por choques da guerra no Oriente Médio, é considerado um alerta para o Brasil. O custo da não austeridade cresce conforme a dívida sobe, segundo o economista-chefe do Citi Brasil. A avaliação foi feita em entrevista ao Valor, após a 18ª Citi Brazil Equity Conference.
Porto aponta que a dinâmica de juros atual exige ações de política fiscal no curto prazo. Mesmo com o resultado da eleição presidencial, o país precisará reforçar o ajuste fiscal e traçar um plano estrutural para médio e longo prazo.
Ameaça de custo elevado da dívida implica revisão de metas fiscais, controle de gastos e melhor qualidade do gasto público, dizem especialistas. A competição entre cenários de juros altos e toques de moderção fiscal é central para a leitura do momento.
Contexto global
Globalmente, juros elevados refletem choques de oferta e incertezas geopolíticas. A equipe do Citi destaca que condições de financiamento mais restritas afetam países com cobertura de dívida sensível a variações de custo e prazos.
Implicações para o Brasil
No Brasil, a combinação de dívida elevada e juros elevados aumenta a pressão sobre o custo de financiamento. As autoridades são orientadas a buscar disciplina fiscal, com foco em gastos prioritários e fontes de renda estáveis.
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